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Jornal Diário de Suzano - 08/08/2020
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Cães e gatos

Número de animais abandonados na pandemia é cinco vezes menor

Em 2020, 76 animais foram retirados das ruas pela Amparo Animal, sendo 64 deles antes do isolamento

Por Daniel Marques - de Suzano26 JUL 2020 - 05h00
Número de animais abandonados caiu na pandemiaFoto: Regiane Bento/DS
Em quatro meses sob pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a ONG Amparo Animal registrou apenas 12 abandonos de animais em Suzano. Nos quase 90 dias que antecederam o isolamento em 2020, 64 animais foram resgatados - mais de cinco vezes o número computado durante a quarentena.
 
O voluntário da ONG, Marcel Silva, acredita que a queda considerável no número de abandonos se dá pelo fato de as pessoas terem se apegado mais aos animais durante a pandemia. O período de procriação, que ocorre nos meses de dezembro e julho, foi outro fator que influenciou na queda.
 
De janeiro a julho deste ano, o número de resgates de cães e gatos adultos e filhotes pela ONG foi de 76. Já o número de doações realizadas apenas durante a pandemia foi bastante expressivo: foram 67 bichinhos que ganharam um novo lar.
Segundo Marcel, a ONG ainda realiza um trabalho de monitoramento nos pontos que registram mais abandonos na cidade. Geralmente, os bairros escolhidos pelos criminosos são os que têm poucas pessoas para flagrar estes atos, como Sete Cruzes, Raffo, Ipelândia e outros bairros da região de Palmeiras.
 
“Assim, a gente faz um trabalho de casa em casa com panfletagem e conscientização, inclusive pelas redes sociais. É preciso denunciar quem abandona e ter consciência na hora de adotar um animal, porque ele dá trabalho, e as pessoas acabam jogando na rua. Também estamos cobrando dos políticos projetos de lei para punir. Não adianta a gente ficar só divulgando se não há punição”, conta Marcel.
 
No primeiro semestre deste ano, dos 76 animais resgatados, 13 que ficavam no entorno da estação de trem na região central, foram castrados, vacinados e doados em seguida. Todos eram territorialistas e avançavam na população para morder.
 
Segundo Marcel, conseguir novos donos para estes os animais foi uma surpresa, principalmente por se tratar de um período de pandemia.
 
“Hoje, quem passa por ali, já vê a diferença. Estamos pedindo para a Prefeitura monitorar e aproveitar estas câmeras para inibir as pessoas em casos de abandonos. A gente não esperava conseguir doar todos, eram adultos e foi bem na época de pandemia. Geralmente, as pessoas preferem filhotes”, comemorou Marcel.
 
No entanto, ele lamentou o fato de as pessoas terem perdido o medo de abandonar animais, reforçando que leis devem ser criadas para punir com rigor quem pratica este tipo de crime contra os bichos.
 
“Às vezes, as pessoas pegam o animal na emoção, acha o cachorrinho lindo e leva para casa. Quando ele chega, quer brincar e acaba estragando sofás, chinelos e outras coisas. O dono acaba abandonando. Joga na rua e acha que o animal vai sobreviver sozinho ou que alguém vai pegar. Faltam leis para punir. Se a pessoa ver que será punida, pensará duas vezes antes de soltar na rua. Estão abandonando em plena luz do dia, nem ligam para câmeras. O tratamento em crimes de maus tratos precisa mudar muito ainda”, pediu.

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