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O raio-x do ‘CSI de Guararema’; modelo para Suzano e Poá

Com equipamentos de última geração, local se tornou referência no combate aos pequenos e grandes delitos. DS esteve na central e mostra seu funcionamento

Por Aline Moreira - de Suzano13 JAN 2019 - 00h04
Câmeras de monitoramento conseguiu zerar o número de homicídiosFoto: Sabrina Silva/Divulgação
Com uma central de monitoramento totalmente equipada, mais de 100 câmeras espalhadas pela cidade e um alcance de imagem de nível superior, o Centro de Segurança Integrada (CSI) "Reinaldo Reis da Silva", localizado em Guararema, servirá de modelo para os futuros centros de monitoramento da região (Suzano e Poá) que já estão em construção.
 
O CSI é hoje referência no apoio a segurança dos munícipes e turistas. O trabalho, feito em conjunto com a Polícia Militar (PM), Corpo de Bombeiros e SAMU, potencializa as ações contra os delitos que podem vir a ocorrer na cidade. O DS foi até a sede do CSI para saber como funciona a central de câmeras e saber porquê o local é tão cobiçado por outras cidades. 
 
"As câmeras são apenas uma ferramenta, é preciso o apoio logístico da Policia Civil e Militar para funcionar, além dos funcionários que fazem o diagnóstico necessário das imagens para procedermos com as ações", conta o secretario de Segurança Pública de Guararema, Edson Roberto Moraes, que recebeu a reportagem em seu gabinete, na sede do CSI. 
 
Moraes explica que as câmeras não são apenas para garantir a segurança da cidade, mesmo sendo essa a prioridade. Para Guararema, as câmeras servem para manter o município em ordem, por isso é observado quaisquer tipos de ocorrências, desde a sujeira das ruas até furtos de carros. "Nós observamos as questões de posturas, que envolvem limpeza pública, o visual da cidade etc; a questão social, principalmente os andarilhos que entram na cidade; também usamos as câmeras para questões ambientais como focos de incêndio e áreas de ocupação irregular", observa. 
 
O trânsito também é constantemente verificado. Aliás, no que diz respeito ao trânsito, além das câmeras espalhadas na área central, as entradas e saídas da cidade também são monitoradas. Além dos equipamentos do CSI, a cidade conta com um software, instalada a parte, que fiscaliza todos os veículos que entram e saem da cidade. Através dessa tecnologia é possível saber por quantas vezes, em quais locais e em quais horários um determinado veículo passou pelo município. 
 
O investimento inicial do CSI foi de R$ 6 milhões, incluindo a aquisição do prédio, o mobiliário e as portas revestidas, algumas blindadas. Desse valor, R$ 1 milhão veio através de convênio com o governo federal e o restante foi pago pelo município. Atualmente, a central está em expansão e pretende levar mais câmeras para a Estação turística de Luis Carlos e para a região norte da cidade. 
 
Câmeras
 
Entre as câmeras móveis, de ângulo 360° e algumas de leituras de placas de veículos, Guararema conta com exatas 101 câmeras espalhadas pela região central e alguns bairros próximos. As câmeras possuem uma ótima qualidade e resolução de imagem. É possível verificar as regras de instrução de um extintor de incêndio a quilômetros de distância. Para a posição dos equipamentos, foi elaborado um estudo onde se pôde verificar os pontos mais "intensos" da cidade.
 
"Inicialmente, nós pegamos as ocorrências da cidade e montamos o que a PM chama de "hot spots", ou lugares quentes; o que acontece, onde acontece, qual a intensidade e o horário. Analisando isso, pensamos em colocar as câmeras em pontos estratégicos, em locais de acesso, em locais de aglomeração e onde fica o comércio", relembra. 

 

Central funciona 24 horas desde junho de 2016

 
O local funciona 24 horas desde a sua inauguração, em junho de 2016. Segundo Moraes, a central nunca deixou de atuar um dia sequer. Cinco funcionários dividem a mesa de controle e estão sempre a postos para as ocorrências. 
 
A mesa é composta por um policial militar aposentado, que trabalha 12 horas por dia, permitindo assim dois turnos da função; um agente de trânsito, que trabalha somente em um turno uma vez que o trânsito da cidade é mais tranquilo a noite; um policial militar que trabalha 8 horas por dia é pago mediante convênio com Atividade Delegada, gerando três turnos para a função; o coordenador da sala que trabalha em horário comercial e é o responsável por fazer uma análise das imagens e um funcionário que cuida da parte técnica, mais precisamente do hardware e software dos computadores. Cada funcionário possui três monitores em suas mesas. 
 
Outras três bancadas ficam sobressalentes e geralmente são usadas em eventos específicos, como a Cidade Natal. "Esse trabalho não é fácil. Não adianta ter a câmera e ninguém para interpretar e analisar as imagens e ainda por cima, conhecer bem a cidade", conta Moraes. 
 
Custos
 
O custo mensal do CSI gira em torno de R$ 40 mil e é pago pelo município. O contrato inclui reparos de fibra ótica e a manutenção das câmeras. Folhas de pagamentos não entram nesse valor.

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