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Jornal Diário de Suzano - 24/11/2020
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Ocupações crescem no Rio Abaixo

07 MAI 2016 - 08h01

O número de casas construídas na ocupação irregular do Jardim Gardênia Azul, na região do Rio Abaixo, aumentou em dois anos. Dados atualizados pela Associação de Moradores do Bairro apontam que mais 150 construções foram feitas, neste período, em áreas de risco. Segundo o presidente da entidade, Marcos Aurélio Basílio de França, o local tem 3,3 mil residências e 4,7 mil famílias.

A tentativa para regularizar o território ocupado ocorre há 14 anos. O presidente da entidade ressalta que há uma esperança para o local: uma das áreas está sob negociação. Ele mostrou as dificuldades que a comunidade passa por não ter água e luz, além de comentar que os moradores precisam improvisar para terem a prestação destes serviços. "Estamos tentando negociar direito com a dona de uma parte. Ela quer o valor inteiro, mas não conseguimos ter assim. Tem que ser de uma forma melhor, já que queremos pagar", explicou.

França também contou que mantém um contato com a EDP Bandeirantes para que haja a ligação de energia regularizada no local. "Quando chove aqui é um problema enorme porque a água junta com o esgoto, e o risco de doenças é muito grande. Nós conversamos com a EDP e enviamos um ofício para a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), mas ainda não tem resposta", disse.

Ele comentou que existe uma dívida do proprietário da segunda região e analisa formas de negociar um possível abatimento no valor com a Prefeitura. " Queríamos que o Executivo perdoasse uma metade para que, assim, pudéssemos pagar a outra parcelada", disse.

O presidente da entidade relatou que a regularização do local beneficiará diretamente o orçamento do município, uma vez que a renda adquirida por meio de impostos será extremamente relevante. "Eles ganhariam muito. Isto porque existem muitas famílias, e todos aqui querem pagar direitinho. Sei disto porque toda esta região é cadastrada por nós".

Já em relação às novas construções, o presidente da entidade disse ter orientado as famílias para que não construíssem no local. Isto porque as novas casas ficam em uma área de risco. "Quando fizeram eu fui e falei, mas eles quiseram continuar. Ali pode cair a qualquer momento, como, por exemplo, no período chuvoso", revelou.

A Prefeitura de Suzano explicou, por meio de nota que o local se trata de uma área particular e, por isso, não pode dar mais detalhes sobre a atual situação. No entanto, o texto esclarece que o Executivo mapeia todas as áreas ocupadas irregularmente para traçar diretrizes para políticas públicas de habitação do município.

VOLUNTÁRIO

Por mais que haja dificuldades na comunidade, o presidente da entidade enfatiza que a associação busca ajudar continuamente os moradores. Ele também disse que ontem à noite, os diretores fizeram um 'sopão' aos mais carentes. "Vamos entregar para os mais carentes e ajudar aqueles que precisam de verdade. Já no domingo (amanhã) estamos coletando doações para fazer um café da manhã em comemoração ao Dia das Mães", finalizou.

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