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Jornal Diário de Suzano - 26/11/2020
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Reisinger Ferreira

Operação em parceria com a PM vai coibir uso de linha cortante em pipas

24 JUL 2016 - 08h00

Uma operação em parceria entre a Prefeitura e a Polícia Militar (PM) visa coibir a soltura de pipas irregulares em Suzano. A ação já está sendo realizada aos domingos e conta com o apoio do Conselho Tutelar e da Promotoria da cidade. O objetivo é impedir que linhas com substância cortante, o cerol ou "chilena", sejam utilizadas.

A brincadeira de soltar pipas tem virado transtorno para moradores da Avenida Senador Roberto Simonsen, em frente ao Parque Municipal Max Feffer. Na ocasião, jovens e crianças desrespeitam os moradores e sobem nos telhados das casas para pegar as pipas.

Os fatos acontecem todos os domingos, dia comum em que os garotos costumam se reunir para a diversão. Por conta disso, os moradores se sentem ameaçados e reclamam da situação que teve início no recesso escolar. Mesmo com a presença de agentes da PM, da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Defesa Civil, na semana passada, os problemas continuaram a ser registrados.

Em nota a PM informou que "vêm efetuando aos domingos ações de Polícia Preventiva no Parque Municipal Max Feffer, fiscalizando as entradas do parque no intuito de apreender as chamadas 'linhas chilenas' e linhas cortantes, conhecidas como 'cerol' não havendo registro de incidentes no local". Com relação ao fato de as pessoas escalarem aos telhados, o 32º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) frisou que caso a situação seja percebida, o cidadão deve acionar o sistema emergencial 190 para detecção do possível crime ou Ato Infracional pela prática de Violação de Domicílio. Além disso, a GCM também pode ser acionada por meio do 153.

Além disso, no local são encontradas muita sujeira, como plásticos soltos e papéis de pipa espalhados. Segundo os moradores, muitos jovens os enfrentam e sobem para a parte de cima das casas sem permissão. O receio é que eles não só peguem as pipas, mas também com relação a segurança e de possíveis furtos nas residências.

O aposentado Felício Aparecido perde o domingo no portão para manter a segurança de sua casa. "Tenho que ficar o dia todo aqui para bloquear a passagem deles para o meu telhado. Muitos nos encaram e tentam subir de qualquer forma. Minha esposa mesmo quase foi agredida no último domingo, quando impedia um menino de subir. Já fomos ao Executivo, mas não resolvem nada. Estão complicadas as condições aqui".

O professor Sidney Beraldinele disse que tem receio de roubarem pertences da residência. "Eles sobem nas casas e quebram muitas coisas, principalmente cabos de telefones e internet. Além disso, ouvi dizer que ficam olhando coisas dentro das casas das pessoas para furtarem. Fizemos Boletim de Ocorrência (B.O.) e nada foi feito até o momento".

Já a educadora Paloma Martins falou sobre a sujeira que fica nas calçadas e até mesmo dentro da casa. "Os papéis de pipas e plásticos entram tudo na nossa garagem. A via também fica repleta de sujeira e nenhum carro passa para recolher. Não somos obrigados a morar em um lugar sujo".

O servidor público Sérgio Diniz falou que o problema precisa ser solucionado o mais rápido possível. "Muitos jovens vem à avenida empinar pipa, minha mãe é de idade e não aguenta mais. Todos moradores estão reclamando da situação, porque eles sobem no telhado sem nenhuma responsabilidade. A solução deve ser feita logo, antes que aconteça algo mais grave", lamentou.

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