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Jornal Diário de Suzano - 29/10/2020
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Reisinger Ferreira
SOS Mata Atlântica

Pandemia reduz poluição e qualidade da água do Rio Tietê melhora na região

Dados do Índice de Qualidade da Àgua (IQA) apresentados no relatório foram elaborados com base em legislação

Por de Suzano23 SET 2020 - 05h00
Resultados do SOS Mata Atlântica mostram melhora na qualidade da água do rioFoto: Divulgação
Estudo da Fundação SOS Mata Atlântica, lançado ontem, Dia do Tietê, constatou que as mudanças de comportamento da sociedade por conta da pandemia de Covid-19 contribuíram para a redução de poluição, principalmente com a diminuição do lixo nas ruas e a fuligem de veículos. 
 
Na média do Alto Tietê, o rio se encontra com qualidade regular na maioria dos municípios da região.
 
Em todo o Estado, os dados apontam que, dos 83 pontos de coleta – distribuídos em 47 rios de 38 municípios -, 6 (7,2%) mantiveram qualidade de água boa de forma perene, 55 (66,3%) regular, 21 (25,3%) ruim e uma (1,2%) péssimo. Nenhum ponto registrou qualidade de água ótima. Os dados são do relatório Observando o Tietê 2020 – O retrato da qualidade da água e a evolução dos indicadores de impacto do Projeto Tietê. 
 
Os dados do Índice de Qualidade da Água (IQA) apresentados no relatório foram elaborados com base na legislação vigente e em seus respectivos protocolos de coleta e medição. A metodologia do projeto utiliza 16 parâmetros do IQA: temperatura da água, temperatura do ambiente, turbidez, espumas, lixo flutuante, odor, material sedimentável, peixes, larvas e vermes vermelhos, larvas e vermes brancos, coliformes totais, oxigênio dissolvido (OD).
 
“O Rio Tietê é muito impactado por variações climáticas que, neste período de monitoramento, foram bastante intensas. Porém, de certa forma temos algo a celebrar com estes dados, embora sejam muito atípicos e inéditos. Desde 2010, nunca tivemos qualidade de água boa nos reservatórios do Tietê no período de estiagem. Os indicadores das séries históricas ficavam na condição regular ou ruim, por conta da grande concentração de nutrientes e da proliferação de algas e plantas aquáticas. Se não fosse a abertura de barragens, em fevereiro e agosto deste ano, não teríamos qualidade ruim entre Porto Feliz e Laranjal. Ou seja, a mancha seria bem menor“, afirma Malu Ribeiro, gerente da Fundação SOS Mata Atlântica.
 
Cidades da região
 
Em Suzano, a qualidade do Rio Tietê era regular, em 2019 e se manteve em 2020.
 
Em Mogi passou de ruim para regular; Itaquá de regular para ruim; Ferraz se manteve regular nos dois anos comparativos; Salesópolis passou de regular para boa; Biritiba Mirim se manteve regular.
 
Dados foram medidos por grupos de voluntários do ‘Observando os Rios’, projeto da Fundação SOS
 
Os dados apresentados foram medidos por grupos de voluntários do Observando os Rios, projeto da Fundação SOS2-SOS Mata Atlântica Mata Atlântica que conta com o patrocínio da Ypê e apoio da Sompo Seguros. 
 
Os pontos analisados estão distribuídos nas bacias hidrográficas do Alto Tietê, Médio Tietê, Sorocaba e Piracicaba, Capivari e Jundiaí, que abrangem 102 municípios das Regiões Metropolitanas de São Paulo, Campinas e Sorocaba.
 
As análises foram feitas pelos voluntários entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020, e depois realizadas em agosto deste ano. A interrupção nas coletas entre março e julho se deu por conta da pandemia do novo coronavírus, que impossibilitou a saída a campo.
 
As coletas e análises consideradas essenciais para mensurar a evolução da qualidade da água foram feitas pela equipe técnica da Fundação SOS Mata Atlântica, em agosto, após a flexibilização das fases do programa de retomada das atividades no estado de São Paulo, seguindo protocolos de segurança especialmente elaborados para o monitoramento da água.
 
Dados também inéditos do Atlas da Mata Atlântica, monitoramento via satélite para identificar o desmatamento no bioma, feito pela Fundação em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontam que 79% (7.226.066 hectares) da Bacia do Tietê (9.172.066 hectares, abrangendo 265 cidades), faz parte do bioma Mata Atlântica. Restam hoje pouco mais de um milhão de hectares de florestas nativas e áreas naturais acima de 1 hectare (18%), incluindo a vegetação de várzea (66.183 hectares). As florestas mais preservadas (acima de 3 hectares) totalizam 856.043 ha (11,84%). Desde 2000, foi identificado o desmatamento de 6.206 hectares – área 4 vezes do tamanho do município de São Paulo.
 
Segundo o SOS Mata Atlântica, especialmente neste ano de eleições municipais, o monitoramento da qualidade da água é também um instrumento de cidadania e pressão em defesa de Água Limpa para todos. 
 
Como contribuição para avanços nessa causa essencial e ao direito humano de acesso à água de boa qualidade, a Fundação SOS Mata Atlântica incluiu no relatório seu manifesto Desenvolvimento para Sempre.
 

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