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Para associação, mudança na alça de acesso ao Rodoanel ‘é injustificável’

Saito destacou a implementação da via ao Plano Diretor da cidade e a demanda de investimentos recebida

Por Marília Campos - De Suzano16 MAI 2018 - 22h05
Associação é contra mudança do projeto da alçaFoto: Sabrina Silva/Divulgação
A Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Suzano (AEAAS) é contra a mudança do projeto de implantação da alça acesso do Rodoanel Mário Covas (SP-21) para a Avenida Major Pinheiro Fróes (SP-66), próxima à divisa de Poá. A entidade quer a manutenção na estrada dos Fernandes, na região suzanense da Chácara Sete Cruzes. Para a associação, a alteração é injustificável após três anos de estudos. Em nota, o presidente Roberto Saito destacou a implementação da via ao Plano Diretor da cidade e a demanda de investimentos recebida. 
 
De acordo com Saito, diante da adição do projeto ao Plano Diretor suzanense, do subsídio empregado e das ações acerca do impacto ambiental causado na área, a mudança da alça é injustificável. "Dentro deste olhar, imagino que não justifica a mudança de plano dentro do processo. A nova região proposta resultará no início de novos estudos em um local densamente ocupado, com um sistema viário definido e limitado que, consequentemente, para reestruturá-lo, irá gerar um impacto de dimensões significativas em todo o processo de adequação".
 
Segundo o representante da AEAAS, a entidade acompanhou à distância ações envolvendo o tema. "Recentemente participamos do grupo de trabalho na elaboração do Plano Diretor e um dos objetos de atenção era, especificamente, a região onde a alça leste foi licenciada, pois trata-se de uma área com características ambientais específicas, que foram definidas dentro do Plano Diretor, aprovado e publicado no final de 2017", disse ainda citando a Macrozona de Recuperação ao Manancial. "Trata-se de uma região que exige procedimentos específicos para os empreendimentos ou atividades, passíveis de licenciamentos onde os impactos gerados são analisados com rigor e olhar técnico, através do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV)- ferramenta dentro do licenciamento que regula o uso da propriedade urbana a favor do bem estar social e coletivo". 
 
Saito prevê transformações significativas no novo local em que a estrutura será fixada, além de mais tempo de espera da população. "Tomamos como base o tempo para viabilizar os licenciamentos e investimentos necessários para alça na estrada dos Fernandes. Novos estudos na área proposta não serão diferentes, pois demanda desapropriações e intervenções urbanas projetadas para toda região e morosidade de execução".
Apesar do impacto ambiental que a construção causaria à estrada dos Fernandes, localizada em área rural, a associação enxergava o planejamento com bons olhos, desde que as legislações fossem respeitadas.
 
"A instalação de empreendimentos logísticos seriam os mais indicados, pois têm menor impacto e ainda criaria uma barreira controladora de ocupação irregular. Tudo isso se justificará ao analisar todo o contexto regional e estadual, com as devidas contrapartidas envolvendo investimentos no sistema viário regional, gerando fluidez para acesso aos empreendimentos, que deverá atender à demanda do entorno da alça", defendeu.

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