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Jornal Diário de Suzano - 06/12/2019
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Para delegada, ‘mulheres estão mais corajosas para denunciar agressões’

Silmara afirma que políticas públicas direcionadas à sociedade podem contribuir com a diminuição da violência

Por Isabelle Santini - de Suzano07 AGO 2019 - 23h58
Para delegada, ‘mulheres estão mais corajosas para denunciar agressões’Foto: Sabrina Silva/DS
Uma pesquisa, realizada com dados do Ministério da Saúde, revelou que mulheres brasileiras expostas à violência física, sexual ou mental possuem um risco de mortalidade equivalente a oito vezes o da população feminina em geral. A delegada da Mulher de Suzano, Silmara Marcelino, comentou o levantamento.
 
"É uma pesquisa científica e as mulheres que sofrem algum tipo de violência, seja ela física ou não, se enquadram nestes dados. Visto que podem contrair alguma doença no momento em que são violentadas", reitera a delegada.
 
Silmara acredita que a violência não tenha aumentado, mas sim a coragem das mulheres no momento em que decidem realizar uma denúncia. "Não acredito que a violência em si tenha aumentado, mas sim os registros das vítimas".
 
A delegada afirma que políticas públicas direcionadas à sociedade podem contribuir com a diminuição da violência contra a mulher. Projetos que envolvam educação, cultura e orientação são os principais pontos que Silmara destaca. "A rede pública deve propor projetos que façam com que a violência diminua", diz.
Em relação aos agressores, a delegada informa que esse público também precisa de orientação necessária e adequada. "Muitos acham normal agredir e violentar as mulheres. Muitos acham que por meio da violência vão conseguir autoridade sobre elas. Para eles, por meio da violência, as mulheres vão ser 'obedientes'. Infelizmente vemos muitos casos como esses".
 
Silmara salienta que existem mulheres que são vítimas de violência há anos, mas não denunciam. Ou realizam o registro depois de um tempo. "Existem vítimas que sofrem violência há um, dois, três anos, só que não denunciam, não pedem ajuda. Ou elas denunciam depois de um tempo. É complicado falar, não dá para generalizar tudo, cada caso é específico".
 
A delegada dá o exemplo de um feminicídio que ocorreu em Suzano no dia 18 de julho, em que uma mulher, de 30 anos, foi espancada e morta pelo marido. "Nesse caso a vítima sofria de violência doméstica há algum tempo, só que ela nunca denunciou, nunca pediu ajuda. Muitas mulheres sofrem com as agressões, mas não registram, por medo e insegurança".
 
Atualmente a Delegacia da Mulher conta com, em média, 12 funcionários. 
 
Silmara ainda afirma que as mulheres se abrem mais e se sentem mais protegidas quando vão á uma Delegacia da Mulher realizar as denúncias. O objetivo da Delegacia da Mulher é oferecer conforto e segurança no atendimento, para que a mulher não se sinta acanhada no momento em que for fazer uma denúncia. 

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