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Jornal Diário de Suzano - 31/03/2020
SECRETARIA DE ESTADO DA SAUDE -  CORONAVIRUS

Paralisação de feiras afeta agricultores suzanenses

Por Daniel Marques - de Suzano25 MAR 2020 - 10h44
Estabelecimentos que comercializam adubo e sementes - materiais essenciais para as plantações - estão fechando junto com o comércio de toda a cidadeFoto: Arquivo/DS
As decisões recentes adotadas pelo governo do Estado referentes ao novo coronavírus estão causando impactos negativos para o setor de agricultura em Suzano. A produção caiu e os profissionais que trabalham nas hortas temem não ter mais para quem vender verduras e legumes.
Boa parte dos agricultores comercializa as hortaliças para feirantes do Alto Tietê, ABC e Capital. No entanto, a situação é preocupante porque algumas cidades, inclusive Suzano, encerraram as atividades de feiras livres por conta do vírus.
 
Além disso, os estabelecimentos que comercializam adubo e sementes - materiais essenciais para as plantações - estão fechando junto com o comércio de toda a cidade.
 
"Minhas caixas estariam cheias agora, caso essa situação não estivesse acontecendo. Mas 80% dos meus clientes são feirantes. Muitos deles pararam de trabalhar, então o que vou fazer?", questiona o agricultor Seiro Hamaguchi, 72.
 
Ele tem medo de que as feiras na cidade de São Paulo também parem. "Se isso acontecer, vamos ter que nos desfazer de algum patrimônio, porque o pessoal que depende da gente não pode ficar sem comer".
 
A agricultora Maria Inês Lopes, 61, já estima que vai perder boa parte de seus legumes e verduras. Ela lamenta a situação e diz que não tem de onde tirar o sustento. "Não vai ter como cuidar. Vou perder o que está plantado. Hoje mesmo, não colhemos nenhuma folha. Se for parar mesmo, terei que passar o trator na horta e dispensar todo mundo", lamenta.
 
O feirante Jurandir Ivanildo Sobrinho, 46, diz que, caso a Prefeitura de São Paulo opte por não interromper a realização de feiras, ele mesmo vai parar de trabalhar, para evitar riscos. "Eu teria que estar carregando produtos, mas tudo parou. Vamos perder tudo o que está em colheita. Não vou me arriscar e arriscar minha família, mesmo que tenha feira", afirma. 
 
"As chácaras plantam para entregar aos feirantes. Vai ter bastante gente sem emprego (com essa situação). Por enquanto, nós entregamos para São Paulo, mas se pararem lá, vamos parar aqui. Uma coisa segura a outra", diz Elismara Aparecida Prates, 47, que trabalha em uma horta na Estrada dos Fernandes.

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