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Jornal Diário de Suzano - 24/05/2018
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Projeto aponta 416 novas pichações no período de um ano na região central de Suzano

Número de pichações dobra em comparação com dados do ano anterior. Julho lidera com números de ocorrência

Por Aline Moreira - de Suzano13 FEV 2018 - 09h40
PICHAÇÃO Mais de 400 pontos atingidos em 2017Foto: Sabrina Silva/Divulgação
Um levantamento feito pelo Projeto Antipichação registrou 416 pichações em Suzano somente em 2017. O mês com maior índice foi julho, com 111 pichações registradas. Março foi o mês com menos incidências, com 15 pichações. Em janeiro foram 22 novas pichações na cidade; fevereiro com 18; abril com 33; maio com 21; junho com 28; agosto com 56; setembro com 44; outubro com 29; Novembro com 16 e até a madrugada do dia 25 de dezembro foram 23 novas pichações. Esses números correspondem ao quadrilátero central, entre as Ruas Dr. Prudente de Moraes com extensão a Av. Brasil e Regina Cabalau Mendonça, com extensão a Rua Baruel e nas Avenidas Armando Salles de Oliveira e Antônio Marques Figueira. 
 
Em comparação com o ano anterior, houve um crescimento. Em 2016, 213 pichações foram registradas. Todas as informações divulgadas fazem parte da pesquisa atualizada, de janeiro a metade de dezembro deste ano, do Projeto Antipichação, iniciativa desenvolvida por um ex-detetive suzanense e atual pesquisador da causa, que prefere manter sua identidade sob sigilo. O projeto existe desde 1996 e tem como objetivo apontar e registrar atos ilícitos de pichadores.
 
O dossiê também apresenta os locais em que os pichadores têm mantido os encontros. A Praça João Pessoa tem sido o ponto principal das 'reuniões'. Eles se agrupam no local todas as terças-feiras das 20h as 23h30. Além desta, a parte de trás do prédio da Prefeitura, a feira noturna e a Praça Cidade das Flores também são locais onde ocorrem os encontros. Agentes do projeto têm monitorado os grupos. A estimativa para o ano que vem é que os encontros sejam realizados neste mesmo local. 
 
Além disso, os meios de transportes mais utilizados para os pichadores concretizarem suas ações são motos, carros e bicicletas. Os veículos são utilizados principalmente na hora da fuga, quando terminaram as pichações ou quando há a aproximação de viaturas policiais. Outro fator relevante apresentado pelo dossiê são os 'olheiros' que passam informações aos pichadores. São utilizados celulares para informar se há policiais por perto. Geralmente os 'olheiros' ficam a um quarteirão de distância para acobertar o parceiro. Em 2017, ocorreu a aprovação da Lei 9/2017 que pune com multas de R$ 300 a R$ 3.000 para quem for pego em flagrante pichando locais públicos e privados. A lei foi aprovada pela Câmara Municipal de Suzano em agosto.
 
Com a lei, é esperado que algumas medidas sejam tomadas como a reativação de câmeras de monitoramento, criação de um canal direto entre a população e prefeitura para a realização das denúncias, capacitação de agentes públicos para fazer o reconhecimento das gangues em casos de flagrantes, cartazes espalhados pelo município informando a nova lei e palestras nas escolas. O pesquisador do projeto ressalta que a população deve se conscientizar e denunciar as ações dos pichadores. "Além disso, é preciso aumentar a fiscalização através dos órgãos públicos e reativar o funcionamento das câmeras para captar os flagrantes".
 
Alvo
 
Os principais alvos dos pichadores em Suzano são, além dos prédios abandonados, portas de comércios, muros de casas e imóveis para alugar. No quadrilátero central da cidade, principalmente nas Ruas Felício de Camargo e Baruel e nas Avenidas Antônio Marques Figueira e Armando de Salles Oliveira foram notadas uma grande quantidade de prédios comerciais e portas de aço pichadas. Além destes imóveis, muros de escolas e condomínios também apresentam diversos rabiscos. 
 
Na Rua Felício de Camargo, o antigo prédio do Restaurante Popular se tornou a 'galeria de arte' dos vândalos. Vários rabiscos são notados deste a mureta que cerca o local, até a parte de cima do imóvel. Outro local que apresenta grandes marcas do vandalismo é a parte de baixo do viaduto localizado na Avenida Brasil. Lá, o local apresenta sinais de abandono. Diversos rabiscos são notados, inclusive pichações datadas desde ano. Na Rua Baruel, o antigo prédio da prefeitura que abrigava uma das secretarias está danificado pelas pichações. 

Em reposta os problemas de vandalismo que vem ocorrendo com freqüência na cidade, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego estuda a implantação da Lei Cidade Limpa, que será uma ampliação do programa 'Suzano Mais Bonita'. A Lei tem por objetivo desencorajar a pichações em edifícios comerciais e industriais da cidade. Essa iniciativa está em fase de estudos e, de acordo com a pasta, deve ser apresentada em breve. O programa também deve abranger a Lei Antipichação e o "Abrace Suzano", em parceria com a Diretoria de Áreas Verdes, visando à conservação e adoção de espaços públicos. 

O secretário da pasta, André Loducca conta que a Lei Cidade Limpa é muito importante, uma vez que irá regularizar e padronizar a comunicação visual do município. "Todos ganham, comerciantes e população. Além disso, falando especificamente sobre a questão das pichações, a instalação do monitoramento será, sem dúvida, uma importante ferramenta para combater esta prática", informa. 
 
Grafites sem autorização 

De acordo com dados apresentados pelo Projeto Antipichação, o número de grafites não autorizados também tem crescido bastante no município. O local escolhido são as portas de comércios. Mais de 20 imóveis comerciais para alugar foram atingidos por grafiteiros sem licença. Os desenhos são dos mais diversos tamanhos. 
 

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