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Jornal Diário de Suzano - 26/09/2020
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Projeto identifica 25 casos de câncer bucal e 400 lesões pré-malignas

31 OUT 2015 - 07h01

Projetos realizados em Suzano ao longo de 11 anos podem ser apresentados em Nova Iorque, no próximo ano. Durante este período foram realizados 73 mil exames, detectados 25 casos de câncer de boca e cerca de 400 lesões pré-malignas que são lesões que poderiam se transformar em câncer.

Segundo a Secretaria de Saúde, três projetos podem ser destacados em março de 2016, no 1º Fórum Mundial de Câncer Bucal, nos Estados Unidos. O município inscreveu os trabalhos realizados em âmbito municipal e que são referência em toda a região do Alto Tietê. No evento, que reunirá as maiores autoridades do câncer de boca do mundo, serão evidenciados projetos que tiveram êxito nas ações contra o câncer bucal em diversos países.

Os projetos inscritos se resumem em campanhas realizadas na busca ativa pelo diagnóstico primário do câncer de boca, além de aplicação de ações objetivas em bairros populosos e entrevistas com pacientes oncológicos de boca.

A dentista responsável pelo projeto, Desiree Cavalcanti, lembrou que após a localização dos pacientes e o atendimento por meio das Unidades Básicas de Saúde, é realizado o diagnóstico e iniciado o tratamento com o objetivo de combater a doença o mais rápido possível. "Executamos três projetos específicos em Suzano e que estão dando bons resultados. Coletamos dados de 2005 a 2015 e hoje além do reconhecimento regional, nos orgulhamos de ter prevenido muitos casos de câncer de boca", afirmou.

Durante as ações as equipes de saúde bucal da Prefeitura de Suzano vão atuar também em parceria com o Programa Saúde da Família (PSF), que percorrerá as comunidades de casa em casa para realizar o atendimento pontual dos indivíduos de risco para o câncer bucal. "Percebemos ao longo do projeto que as pessoas que têm ou correm mais risco de ter o câncer de boca, são aquelas que apresentam os hábitos do cigarro e do álcool e que nem sempre estas pessoas procuram os rastreamentos, apesar da disponibilidade do exame na rede básica durante todo o ano. Por isso iniciamos uma nova ação, para que estas pessoas sejam beneficiadas por meio de um acompanhamento programado e periódico. Estas pessoas serão localizadas nas regiões atendidas pelo PSF e já iniciamos esta ação piloto pelo bairro do Miguel Badra", apontou Desiree.

Além da parceria com o PSF, alguns alunos de odontologia da região tiveram a oportunidade de utilizar parte dos dados iniciais destes projetos, para realização de trabalhos de conclusão de curso. "Precisamos mudar a realidade do câncer de boca no Brasil e no mundo, sensibilizar a todos sobre esta grave doença, isto deve começar desde o inicio da formação dos futuros profissionais. Valorizamos muito a parceria acadêmica e por isso procuramos ampliá-la ao máximo", concluiu Desiree.

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