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Jornal Diário de Suzano - 01/10/2020
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Quantidade de alagamentos é 14% maior em relação a todo ano passado

27 MAI 2016 - 08h00

Os alagamentos em Suzano, este ano, têm crescido e já ultrapassam o número registrado em 2015 em 14%. Foram 134 inundações em vias públicas e residências durante cinco meses. Ano passado o município tinha apenas 118 ocorrências durante os 12 meses do ano. A Defesa Civil, que faz esse controle, acredita que o aumento se deve a crise econômica do País, que tem forçado famílias a se abrigarem em ocupações irregulares.

De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil e Social, Clovis Paoletti, o crescimento dos casos de alagamento tem sido acompanhado pelo órgão. "A gente tem notado que é um fator crescente, não só no município como em todo o Estado de São Paulo, as aglomerações em locais de preservação ambiental. Principalmente locais próximos a riachos, até pelo próprio fornecimento da população e descarga de esgoto", explicou. As ocupações são as principais causadoras de alagações.

O crescimento poderia ser um reflexo da situação financeira do País. "Estamos atentos ao crescimento. A própria condição econômica do País acaba obrigando o pai de família a procurar uma área para morar. Para não ficar na rua com a família. E acaba se abrigando nessas áreas de risco", esclareceu Clovis. Segundo ele, a conscientização da população sobre os riscos dessas habitações é a principal forma de amenizar casos de alagamentos.

"É necessário pelo menos 30 metros de afastamento das margens de rios e córregos para construir. Mas aqui eles constroem em cima da margem. Isso impossibilita que a Defesa Civil entre com a máquina, uma pá mecânica de 5 metros, para a retirada de detritos. E a população impede que a Prefeitura faça esse serviço e complica a própria vida. Devido a isso, os rios transbordam", explicou Paoletti.

O número deslizamentos também registraram aumento. Ano passado, foram 19 ocorrências e este ano quatro acidentes já foram atendidas pela Defesa Civil. "A Defesa Civil tem essa preocupação, muitas vezes existem ocupações nas encostas, esse é um perigo enorme, em qualquer momento vai ter deslizamento. Temos a missão diária de procurar atender e socorrer. Fazemos trabalho de levantamentos, pra ver se as áreas têm risco de inundação e deslizamento. Não paramos. E conversamos muito com a população", pontuou o secretário

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