ATUALIZADO ÀS 21H10
A realização da 1ª Parada LGBTQIA+ de Suzano, programada para este domingo, vai parar na Justiça após o advogado do grupo que organiza o evento entrar com mandado de segurança e a Prefeitura pedir a suspensão do evento. Em nota, porém, a administração negou que queira impedir a realização.
O DS vem acompanhando o caso. Os organizadores da Parada pediram apoio da Prefeitura para a realização. Contudo, segundo informou Lilian de Carvalho, da frente LGBT de Suzano, os pedidos foram negados pela administração. Entre os pedidos estão banheiros químicos, além de apoio da Secretaria de Trânsito para acompanhar os participantes no trajeto no Centro da cidade.
Com isso, o advogado da frente, Rafael Yamauchi, entrou com um mandado de segurança solicitando o cumprimento dos pedidos feitos à Prefeitura. “Foi então que fomos surpreendidos nesta semana ao descobrir que a Prefeitura entrou com um processo pedindo a suspensão da Parada”, disse o advogado em vídeo publicado nas redes sociais.
Lilian de Carvalho afirmou ao DS que, a princípio, a Parada LGBT de Suzano está mantida.
Nota da Prefeitura
Em nota enviada ao DS, a administração ressaltou que "apoia todo e qualquer tipo de expressão de cunho social e de discussão para o verdadeiro avanço societário, inclusive do público LGBTQIA+".
Segundo a Prefeitura, foi indetificada duas organizações distintas para o mesmo evento. E assim, a Prefeitura solicitou uma junção das partes, para melhor realizar a Parada LGBT.
Outro ponto que a nota informa é que a solicitação pedia o "fechamento de vias importantes da cidade, que abrigam hospital e o comércio local, por exemplo, o que causaria grandes transtornos; bem como a onerosa disponibilização de funcionários, atuando por mais de 12 horas, em dois locais distintos ao mesmo tempo, para apoio às festividades de ambas as entidades solicitantes".
A administração ainda ressalta que tentou realizar reunições com as duas partes (duas frentes que organizam o evento).
"Mesmo diante do exposto e das tentativas, sem a união e a organização da atividade, a Prefeitura pediu ao Judiciário que as duas instituições se abstenham de realizar o evento", explicou a adminsitração.
Por fim, a nota informa que "a prefeitura indeferiu realizações de outras manifestações, como o Carnaval, a Marcha para Jesus e a Marcha para os Trabalhadores".