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Jornal Diário de Suzano - 20/10/2020
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Represas do Alto Tietê deixam de abastecer 400 mil pessoas de SP

09 MAR 2016 - 08h00

O número de habitantes atendidos pelo Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) caiu cerca de 8,8% com a recuperação do Sistema Cantareira. Por conta da crise hídrica, em 2014, o Alto Tietê abastecia 4,5 milhões de habitantes. Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), as regiões da Mooca, Vila Maria, Penha e Cangaíba voltaram a ser atendidas pelo Sistema Cantareira, o que ocasionou a diminuição da população abastecida pelas represas da região para cerca de 4,1 milhões de pessoas, ou seja, uma diminuição de 400 mil pessoas.

Ainda de acordo com a concessionária, desde dezembro de 2015, a Sabesp tem diminuído os horários de redução de pressão, "que hoje estão basicamente concentrados nos períodos da noite e madrugada, o que permite mais conforto para a população, principalmente aos moradores de áreas mais altas e distantes dos reservatórios, que enfrentavam maior dificuldade no período mais agudo da crise", explicou em nota.

"Com as boas chuvas registradas nos últimos meses, o volume somado dos sistemas de abastecimento de água da Grande São Paulo ultrapassou o nível do início da crise hídrica, mesmo sem contar com as reservas técnicas", explica.

Para se ter uma ideia, na segunda-feira, o índice integral dos sistemas era de 39,95%, contra 6,23% em 7 de março de 2015 e 33,14% no mesmo dia de 2014. "Ou seja, sem contar as reservas técnicas, as represas têm hoje mais de 746 bilhões de litros, contra cerca de 116 bilhões há um ano e 619 bilhões há dois anos, quando começaram a ser sentidos os efeitos da maior seca dos últimos 85 anos", pontua.

Ontem, o Sistema Alto Tietê operava com 40,2% e a pluviometria do mês chegava a 98,7 mm sendo a média história de março 172,4 mm. Na mesma data em 2015, o cenário era preocupante, uma vez que o Spat contava com 19,1% de volume armazenado e a pluviometria atingia apenas os 61,6 milímetros.

BÔNUS

Mesmo com este cenário, a adesão ao bônus se mantém. A Sabesp e a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) estudam a permanência do programa de bônus e ônus, e avaliam o momento oportuno para descontinuá-los. Segundo a Sabesp, os números mostram a recuperação dos mananciais da região graças às chuvas e também às ações realizadas pela companhia, como o programa de bônus e as obras de reforço à captação e produção de água.

Em relação ao bônus, o índice de adesão da população ao uso racional de água permaneceu no patamar de 77% no último mês, índices iguais aos de janeiro deste ano e dezembro de 2015. Dos 77% que reduziram o gasto de água em janeiro, 44% efetivamente ganharam o bônus, enquanto 33% diminuíram o consumo, mas não o suficiente para receber o desconto na fatura.

O percentual de clientes que tiveram que pagar a tarifa de contingência também permaneceu o mesmo dos últimos dois meses, 23%. As regras da tarifa de contingência não mudaram. Destes 23% de clientes, 15% pagaram sobretaxa e outros oito pontos percentuais não receberam o ônus porque consumiram até o volume mínimo de 10 mil litros mensais.

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