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Jornal Diário de Suzano - 11/12/2019
Evatânia Psicopedagoga
Cidades

Seccional diz que enviou inquérito à Câmara e não há sigilo no caso Lisandro

Declarações do delegado foram dadas em entrevista ao Programa Radar Noticioso apresentado pela jornalista Marilei Schiavi

Por Edgar Leite e Fernando Barreto - de Suzano27 NOV 2019 - 23h56
Delegado seccional Jair Barbosa OrtizFoto: Arquivo/DS
O delegado seccional Jair Barbosa Ortiz confirmou, em entrevista ao Programa Radar Noticioso apresentado pela jornalista Marilei Schiavi, que destinou as informações à Câmara de Suzano, no final de outubro, sobre o inquérito contra o vereador Lisandro Frederico (PSD), para dar ciência à presidente do Legislativo, Gerice Lione (PL), sobre o assunto.
 
“O fato de alguém que está sendo investigado, não implica que está sendo acusado. Qualquer um de nós, do serviço público, podemos ser investigados. Isso se houver o mínimo de indício de que tenhamos praticados alguma irregularidade”, disse o delegado. 
 
Segundo o delegado, há uma investigação pela Delegacia de Polícia. “Ocorre que um vereador está ligado à atividade parlamentar da sua casa legislativa. Então não tem porque essa casa legislativa não tomar conhecimento daquilo que interessa acerca da investigação”. 
 
Segundo ele, o intuito da Delegacia de Polícia foi tornar transparente “o que está sendo feito”. 
Ortiz garantiu também que o inquérito não é sigiloso. “Não existe sigilo nenhum à respeito desse assunto. Até porque se não houve irregularidade nenhuma, praticada pelo parlamentar, não há porque não ser investigado em todos os fóruns apropriados para isso: Câmara Municipal, a própria Delegacia de Polícia, o Ministério Público. Por que a investigação não pode ser feita por todos os órgãos, uma vez que não se praticou irregularidade nenhuma na versão da pessoa que está sendo investigada? Então a rigor não vejo qual razão da celeuma tratada acerca desse assunto”, acrescentou o delegado, em entrevista ao Radar Noticioso. 
 
O delegado seccional disse ainda que o inquérito está na Delegacia Seccional e no Ministério Público e que as informações não correm sob sigilo.
 
"Existe o inquérito. Está na Delegacia de Polícia. Esse inquérito, por consequência, está também no Ministério Público. Não foi decretado nenhum tipo de sigilo, nem tampouco a lei prevê que seja de natureza sigilosa”, disse o delegado. Ortiz ponderou: “A gente faz investigação buscando preservar o mais possível a intimidade das pessoas. A obrigação da Delegacia de Polícia é comunicar os órgãos que têm interesse na atividade do funcionário público, no caso do parlamentar, para que esses órgãos, dentro das suas competências próprias, adotem as providencias que entenderem pertinentes”, afirmou.
 
Conversas  de Whatsapp  são anexadas ao inquérito
 
Cópias de conversas de WhatsApp entre o vereador Lisandro Frederico (PSD) e ex-funcionários foram juntadas ao inquérito da Delegacia de Polícia que investiga suposta “rachadinha”.
 
No documento, há conversas de pedidos de depósitos da ajuda financeira à ONG do vereador.
 
A investigação que está na polícia apura se houve retenção de parte do salário de assessores ou se o valor foi dado voluntariamente. 
 
Na denúncia, a informação era de que os valores repassados chegavam a R$ 700,00 distribuídos da seguinte forma: R$ 200 para despesas do gabinete e R$ 500 para despesas da ONG.
 
Segundo a polícia, no 18 de março de 2019 ocorreu a abertura do inquérito para apurar a denúncia.
Já no dia 29 de outubro, o documento chegou à Câmara.
 
A presidente da casa, vereadora Gerice Lione (PL), encaminhou o documento para o Departamento Jurídico da Câmara e para a Comissão de Ética.
 
O vereador Lisandro segue tentando na Justiça provar que a abertura de uma Comissão Processante (CP) foi feita de forma ilegal. 
 
Ele nega também a prática de “rachadinha”.
 
Nesta semana, o Ministério Público recomendou o indeferimento da liminar pedindo para barrar a Comissão Processante. A Justiça ainda não julgou o pedido da defesa do vereador.

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