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Jornal Diário de Suzano - 10/04/2021
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Cidades

Sem os serviços da Sabesp, caminhão-pipa abastece 145 caixas d’água em 20 bairros

Além das caixas usadas por várias famílias, há quem necessite de poço e até mina de água

Por Daniel Marques - de Suzano21 FEV 2021 - 05h00
Sem os serviços da Sabesp, caminhão-pipa abastece 145 caixas d’água em 20 bairrosFoto: Regiane Bento/DS
Famílias em mais de 20 bairros de Suzano dependem de abastecimento com caminhões-pipa porque não possuem rede de água em casa. Elas dividem a água de 145 caixas e, muitas vezes, acabam passando por dificuldades porque o reservatório esvazia rápido demais.
 
Além da caixa d’água, os moradores do Parque Cerejeiras – que é um dos bairros que enfrentam essas dificuldades – também dependem de poços e de uma mina de água, que abastece esses poços. 
 
O problema é que a água chega “enferrujada” segundo alguns moradores, tornando-se imprópria para o consumo. Sem terem o que fazer, as famílias muitas vezes precisam comprar a água para fazer comida e beber. Segundo a Prefeitura, das 145 caixas d’água abastecidas, 140 ficam só na região de Palmeiras.
 
“A água da mina é muito suja. É amarelada e tem micróbios. Só serve para lavar roupas e louças. Para tomar, minha filha tem que comprar água toda a semana, e não é barato. Custa R$ 10”, contou a pensionista Eva Silvério, 67.
 
Para o comerciante Gilberto Souza, 58, a situação é ainda mais difícil. Ele mora na parte alta do bairro e se quiser lavar frutas, verduras e legumes, precisa pegar a água no começo da mina e carregá-la até seu comércio. “Nunca fizeram uma ligação de água para nós. Para quem mora na parte baixa, é difícil usar a água do poço porque em dias de chuvas, a lama escorre para dentro do poço”, relatou.
 
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) diz que Suzano conta com 97,1% de sua área coberta por redes de abastecimento de água (leia abaixo). Segundo a companhia, a maioria das pessoas que não têm rede ocupam áreas irregulares, como mananciais. A companhia tem restrições de atendimento e precisa de autorização de órgãos competentes para realizar as ligações. “Tendo em vista a aprovação do novo Marco Legal do Saneamento Básico, os contratos estão sendo revistos e as obras de ampliação e melhorias no sistema de abastecimento do município estão sendo definidas na revisão do Plano Municipal de Saneamento, que está em andamento”, declarou a Sabesp.
 
Enquanto isso não acontece, a dona de casa Cristiane Leite, 33, precisa usar de uma enorme água da caixa que, segundo ela, atende mais de 50 casas em uma viela. A Prefeitura enche o reservatório uma ou duas vezes por semana, mas de acordo com ela, já houve “seca”. “Usamos a água principalmente para beber. Porém, já aconteceu de acabar. Moro há oito anos aqui e acho que se ligassem a água, ficaria muito melhor. Mesmo se pagássemos, seria uma garantia de ter água sempre”, pediu.

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