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Jornal Diário de Suzano - 25/09/2020
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Setor Metalúrgico demite mais de mil funcionários e negocia férias coletivas

24 FEV 2016 - 08h01

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Suzano registrou 1.055 demissões em 2015 devido à baixa produção de venda do setor. O número representa 32% do quadro total de funcionários, que antes tinha em média 3,6 mil trabalhadores e, agora, possui 2,5 mil funcionários. Como medida paliativa, as empresas têm negociado férias coletivas e banco de horas com o objetivo de evitar mais demissões.

Apesar de o levantamento ser do ano passado, o sindicato já registra novas demissões nesses dois primeiros meses do ano. De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Pedro Benites, a situação deve continuar sem melhoras em 2016. "Para esse ano nós não vamos ter nenhuma melhora. Ou vai continuar como está ou pode até ficar pior", explicou.

Ele ressaltou ainda que o governo não tem tomando medidas para amenizar a situação. "Ações paliativas são tomadas para ajudar as empresas e, consequentemente, os trabalhadores. Do contrário, as empresas perderam benefícios e estão pagando mais impostos, o que faz com que o problema caia primeiro no mais fraco, o trabalhador", explicou.

Devido a isso, as empresas têm procurado o sindicato para negociar férias coletivas e banco de horas, que possibilita a dispensa dos funcionários por períodos significativos, por causa de baixa produção nessas empresas. "Suzano tem 33 empresas na cidade e só uma fechou as portas ano passado. Várias delas estão passando por dificuldade e procurando essas medidas", explicou Benites.

Ainda de acordo com ele, o sindicato não prevê novas demissões em massa neste ano. "As empresas enxugaram o máximo que conseguiram o quadro de funcionários, se demitirem mais, vai faltar trabalhador para mão de obra que aparecer. Os funcionários tem se desdobrado para produzir, trabalhando por eles e pelos demitidos", esclareceu.

REAJUSTE SALARIAL

No último ano, o setor metalúrgico conseguiu o reajuste salarial de apenas para cobrir a inflação do ano, de aproximadamente 10%, logo, nenhum aumento real foi dado. Para este ano o sindicato prevê o mesmo. "Nossa data base é novembro, então temos alguns meses para discutir e vê o que vamos fazer, mas não estamos esperando muita coisa. Ano passado já conseguimos a inflação e já foi uma vitória. Vamos lutar para este ano conseguir pelo menos a inflação também", explicou Benites.

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