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Jornal Diário de Suzano - 11/12/2019
Evatânia Psicopedagoga
Cidades

Sindicato mobiliza professores por greve contra reforma estadual

Reunião com educadores acontece neste sábado (23), às 9h30 na sede da Apeoesp, em Suzano

Por Daniel Marques - de Suzano22 NOV 2019 - 23h58
Diretora estadual da Apeoesp, Ana Lúcia FerreiraFoto: Sabrina Silva/DS
A subsede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), em Suzano, mobiliza educadores de escolas estaduais do município para realizarem um dia de greve contra a Reforma da Previdência Estadual. Uma reunião acontece neste sábado (23), às 9h30 no local para discutir a proposta.
 
A ideia do sindicato é levar os educadores da cidade até o lado externo da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no próximo dia 26, a fim de discutirem a proposta e apresentarem mudanças.
 
A ameaça de greve acontece por conta da proposta de reforma do governador João Doria, publicada no último dia 13 no Diário Oficial do Estado. Ela estipula idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres se aposentarem, além de aumento na alíquota de contribuição de 11% para 14%. A reforma vai mudar regras de aposentadoria e pensão dos servidores públicos de todo o estado.
 
A diretora estadual da Apeoesp, Ana Lúcia Ferreira, conta que os um dos pontos negativos é a idade mínima estipulada. Outro fator contestado por Ana Lúcia é a revogação do período de 90 dias, na qual os professores tinham que aguardar trabalhando até a confirmação da aposentadoria.
 
"Agora, com a nova regra, os professores vão ter que aguardar trabalhando o tempo que o governo determinar, e não os 90 dias de antes. Os educadores podiam deixar de trabalhar após esse período. Agora, podem ficar dois ou três anos aguardando em sala o pedido até a aposentadoria sair", explicou.
 
A paralisação do dia 26 pode afetar até 42,2 mil alunos de 45 escolas estaduais no município, caso todos os professores estaduais de Suzano optem pela adesão à greve. Ana Lúcia diz que a reforma de João Doria "consegue ser pior do que a do presidente Jair Bolsonaro, porque não tem período de transição", e lamenta os problemas que "professores enfrentam" no país. 
 
"Fomos eleitos inimigos da nação. Os professores não vão conseguir se aposentar. É muito difícil algum professor entrar na rede com 25 anos, conseguir se aposentar com a idade mínima (65 anos) e receber 100% do direito com os 40 anos de contribuição", lamenta a diretora.

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