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Cidades

Situação de rua: metade das 120 oferecidas em abrigo é ocupada

Atualmente, 60 pessoas são atendidas pelo serviço de acolhimento

Por Thiago Caetano - de Suzano25 JUL 2021 - 15h18
Situação de rua: metade das 120 oferecidas em abrigo é ocupadaFoto: Secop/Divulgação
Metade do acolhimento emergencial no Complexo Poliesportivo Paulo Portela, em Suzano, está ocupada. Ao todo, 120 vagas são oferecidas para moradores em situação de rua. Atualmente, 60 pessoas são atendidas pelo serviço de acolhimento. A Prefeitura de Suzano ressalta que qualquer interessado pode se dirigir ao local, das 8 às 17 horas em dias úteis. A entrada fica na Rua Barão de Jaceguai, 375, no Centro do município.
 
O trabalho de abordagem é realizado por equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e ocorre semanalmente em pontos estratégicos, bem como em dias mais frios. A prioridade é o diálogo, que visa sensibilizar as pessoas em situação de rua com o objetivo de aceitarem o acolhimento. Caso o mesmo não queira, são oferecidos uma manta e um kit de higiene. Através da abordagem, é possível identificar as necessidades mais urgentes e direcionar para os atendimentos disponíveis.
 
A Prefeitura também disponibiliza o Consultório de Rua, onde o indivíduo possui acessos a serviços de saúde, entre outros. O DS andou por Suzano na manhã desta terça-feira (20). Na esquina da Rua Paraná, próximo com o cruzamento da Avenida Antônio Marques Figueira há colchões e cobertores na calçada. No Centro, na Rua General Francisco Glicério também tem um colchão em frente a uma loja.
 
Na Avenida João Batista Fitipaldi muitos moradores em situação de rua costumam se abrigar embaixo de uma sacada de uma loja. Um deles é Cid Eugênio, de 64 anos. Ele se encontra nesta situação há 4 meses. Ele afirma que sua fé em Deus tem lhe mantido forte para seguir em frente. “Nunca peguei dinheiro de ninguém. Nenhum tostão. Graças a Deus tenho conseguido. Aquele homem é o dono do mundo”, disse.
 
Ele possui uma blusa, um colchão e um cobertor para se proteger do frio. Ele afirma que sua família mora em Suzano. “Não quero aborrecer eles. Sou feliz no mundo”, afirmou.
 
Wesley da Costa diz conhecer o abrigo, mas opta por ficar na rua. Ele fica no local há 8 meses, mas pretende ir embora em breve. “Nunca fiquei em abrigo. Tem todo tipo de gente lá. Para ir em uma clínica, só no último estágio”, disse. Questionado sobre como tem se protegido do frio, o jovem de 27 anos conta que se protege somente com os cobertores. “Blusa até tem, mas está bastante suja. Não tem condições de utilizar”, finalizou. 

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