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Jornal Diário de Suzano - 21/10/2020
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SOS Mata Atlântica: 92,3% dos rios da região têm qualidade ruim ou regular

23 MAR 2016 - 08h01

Levantamento feito pela Fundação SOS Mata Atlântica apontou que 92,3% dos rios e córregos da região têm qualidade ruim ou regular. Dos 26 rios analisados, 15 tinham qualidade da água ruim, o que representa 57,69%; e 9 foram avaliados como regular, uma representatividade de 34,62%.



Somente dois cursos d’água foram apontados com qualidade boa: Rio Tietê, na altura de Biritiba Mirim, e o mesmo rio, em Salesópolis (veja quadro completo nesta página). Os dados foram divulgados ontem e fazem parte da pesquisa Qualidade da Água nos rios, córregos e lagos brasileiros.

O levantamento é feito por meio de um kit de análise, que possibilita medir o Índice de Qualidade da Água (IQA). São cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos). A avaliação é feita de forma voluntária.

COMPARAÇÃO

A pesquisa também fez uma comparação com os dados de 2015 e 2016. Porém neste caso, só há 22 rios listados. A situação da qualidade dos rios, córregos e lagos na região apontam que 17 não tiveram mudança, três pioraram e dois foram tiveram uma melhora, sendo eles: o Córrego Caputera e o Lago Arujá V, ambos no município arujaense. Na relação dos que pioraram estão: Rio Guaio, em Suzano e Ferraz de Vasconcelos, e o Rio Tietê em Itaquaquecetuba.

PESQUISA

A pesquisa teve como base a medição da qualidade da água em 183 rios, córregos e lagos de 11 Estados brasileiros e do Distrito Federal. O estudo é considerado o mais abrangente até hoje coordenado pela SOS Mata Atlântica, visto que os dados foram coletados entre março de 2015 e fevereiro deste ano.

"Esses indicadores reforçam a importância da campanha Saneamento Já, que tem como objetivo engajar a sociedade em uma petição pela universalização do saneamento e por água limpa nos rios e praias brasileiras, e que é também tema da Campanha da Fraternidade 2016. O Plano Nacional de Saneamento Básico postergou a universalização do saneamento no País para 2033, sendo que antes o prazo era até 2020 - em virtude da falta de investimentos no tratamento de esgoto e para acabar com os lixões nos municípios. Isso resulta na precária condição de saneamento ambiental das bacias analisadas, com agravamento dos indicadores de saúde pública e o aumento das doenças de veiculação hídrica", alerta a coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro.

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