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Jornal Diário de Suzano - 19/09/2020
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SOS Mata Atlântica coleta água do Tietê e analisa qualidade como crítica

09 SET 2015 - 08h01

A expedição técnica da Fundação SOS Mata Atlântica, que tem o objetivo de verificar a qualidade do Rio Tietê, chegou a Suzano na tarde de ontem. Segundo os relatórios preliminares, a situação do rio na cidade é preocupante. Na análise de ontem, a água apresentou cerca de 0,3 miligrama (mg) de oxigênio por litro. Para se ter vida aquática o ideal é que o índice de oxigênio fique entre quatro e dez miligramas por litro. A ação faz parte do projeto "Observando o Tietê". Essa é a terceira edição da expedição no Alto Tietê, as outras duas ocorreram em 2009 e 2011. "Em Suzano o rio está praticamente morto", relatou a coordenadora da Rede das Águas, Malu Ribeiro.

A expedição conta com a participação do ecoesportista Dan Robson, que navega nos trechos do Rio Tietê com um caiaque solar, equipado para realizar análises da qualidade da água e da profundidade do leito ao longo do percurso. Uma equipe da SOS Mata Atlântica segue por terra, dando suporte ao navegador.

Segundo foi verificado pela equipe, o rio começa a morrer em Mogi das Cruzes. O motivo principal que contribuí para a queda de oxigenação da água é a quantidade de esgoto doméstico que é lançado no rio em Mogi. A solução oferecida pela SOS Mata Atlântica é que a cidade conecte a rede de esgoto e amplie o tratamento. Segundo os últimos dados do Instituto Trata Brasil, o índice de esgoto tratado em Mogi das Cruzes era de 36,9%. Os números são referentes ao ano de 2013.

Além do despejo de esgoto, os agrotóxicos e a ocupação irregular do solo são outros fatores que prejudicam a situação do Tietê na região. "Com essa crise hídrica, não temos mais tempo a perder. A mobilização para a despoluição do Rio Tietê vai completar 25 anos e nunca essa ação foi tão urgente", relatou Malu.

A coordenadora afirmou também que, atualmente, o Tietê ainda recebe 50% da carga poluidora que recebia nos anos 90. Os resultados das análises serão entregues a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e ao Subcomitê Alto Tietê-Cabeceiras.

Outro fator que chamou a atenção foi a proliferação de aguapés. A planta aquática cobre grandes extensões do Rio Tietê nos trechos de Mogi das Cruzes e Suzano e prejudicam também na oxigenação da água, além de ser um grande indicativo da poluição. "Pude ver uma explosão dos aguapés. De 2009 para 2015, observamos um aumento de cinco vezes mais do que tinha. Foi praticamente impossível navegar pelo trecho de Mogi, devido à presença dos aguapés. E muitos trechos de Suzano também têm. O fenômeno indica um grande índice de contaminação", disse o ecoesportista.

Outros aspectos também são analisados pela fundação como o potencial hidrogeniônico (PH) da água, a temperatura, a profundidade, o índice de presença de peixes, a quantidade de coliformes, emissão odorífera, dentre outros. Hoje a expedição percorrerá o trecho entre Itaquaquecetuba e Guarulhos.

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