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Jornal Diário de Suzano - 30/09/2020
SOUZA ARAUJO
Pmmc Sarampo
ÚNICCO POÁ
CENTRO MÉDICO CLUBE DS - TOPO

Suzanenses reclamam de falhas na operação das cancelas de trens

17 JAN 2016 - 07h01

Dois cruzamentos da linha férrea por onde passam trens de carga em Suzano têm placas orientando os motoristas e pedestres, além de semáforos e cancelas. A constatação foi feita pelo DS na Rodovia Índio-Tibiriçá (SP-31), no Distrito de Palmeiras. Tanto no primeiro cruzamento, que fica na antiga Estrada do Caulim, quanto no segundo, localizado no Recanto Feliz (pista sentido Ribeirão Pires), ambos na SP-31, a reportagem encontrou sinalização em bom estado, porém, não havia funcionários da MRS Logística, empresa responsável pela linha, operando as cancelas, motivo de reclamações por parte de moradores.

O balconista Wesley Fernandes passa pelo cruzamento do bairro Recanto Feliz frequentemente, pois trabalha em um comércio que fica a poucos metros do local. Ele ressalta a importância de se ter alguém da MRS tomando conta das cancelas, que são automáticas.

"Seria bom (ter um funcionário na via), porque se você pegar uma linha e colocar de um lado ao outro, ativa a cancela. A molecada faz isso direto. Aí abaixa, bloqueia a passagem dos carros e vira um caos. As pessoas mesmo a levantam para passar, mas tem vezes que realmente o trem está vindo. Aí é perigoso. O trem vem apitando de longe, mas, mesmo assim o pessoal continua passando".

Fernandes lembra, ainda, de um tempo em que, segundo ele, havia um segurança que era responsável por tomar conta do cruzamento do trilho. "Houve uma época em que tinha seguranças. Não havia problemas porque quando quebrava a cancela, eles mesmos abaixavam quando o trem vinha. Depois, não sei por que, retiraram o funcionário", ressalta.

A autônoma Andrea Goes, que há 35 anos está no bairro e há 6 meses trabalha em sua barraca de doces e salgados, reclama do barulho que a sinalização emite durante o dia, mesmo sem passar o cargueiro. "Sentimos falta de um funcionário tomando conta, porque tem dias que é o tempo todo fazendo barulho, e na maioria das vezes não passa nenhum trem. Antes estava pior, até que deu uma melhorada", afirma.

Camila Rodrigues, vendedora, reafirma os problemas apontados. Ela diz que alguns motoristas cansam de esperar pelo trem que nunca passa, mesmo que a sinalização esteja mostrando o contrário. "Eles (motoristas de caminhões) querem passar. Acabam perdendo a paciência de esperar e levam a 'porteira' junto", diz.

Na opinião de Andrea, a sinalização é suficiente para evitar acidentes. Já para Wesley, é o contrário. "Precisaria de mais placas de sinalização e mais distantes do cruzamento. Assim o motorista já veria de longe que tem uma linha férrea à frente".

TRAVESSIA

Durante dez minutos, em um fim de tarde, a reportagem contabilizou, em média, que sete pedestres atravessam a linha férrea que corta a cidade no Recanto Feliz, incluindo ciclistas. Além dos transeuntes, há intenso tráfego de automóveis, desde motos até ônibus e caminhões de diversos portes. O local, cuja rodovia segue sentido Ribeirão Pires, é bastante agitado. Ao contrário do outro cruzamento.

A dona de casa Alessandra dos Santos Oliveira andava no meio-fio da rodovia rumo à linha levando um carrinho de bebê com duas crianças. Outras duas, um pouco mais velhas, a seguiam. Ao lado dos quatro filhos, ela afirma ser arriscado o trajeto. "É muito perigoso. Atravesso quase sempre, quando vou marcar uma consulta ou algo assim. Poderia ter uma passarela aqui, mas a turma com certeza não iria usar por preguiça. Não iriam querer subir, mas passar por baixo", analisa.

O DS também se deparou com crianças que andavam ao longo da via férrea, a pé ou de bicicleta. Por passar por diversos bairros e não ter muros ou gradis separando o trilho, a população tem livre acesso. "O pessoal que mora (nos bairros) atrás passa direto na linha do trem para cortar caminho. Mas quando o trem vem, ele buzina, então os moradores já sabem", conclui a autônoma Andrea.

MRS

A reportagem entrou em contato a empresa e a questionou quanto à falta de funcionário no local e sobre os investimentos na segurança. Porém, a MRS apenas respondeu à questão sobre a ativação da cancela. "A passagem em nível a qual se referiu (distrito de Palmeiras, em Suzano) possui sinalização ativa e a cancela automática é um dos dispositivos de segurança que está presente neste local. Este equipamento está ligado a um sistema que detecta a presença do trem e aciona, de forma automática, a cancela. O acionamento indevido que menciona, no entanto, está relacionado, na maioria dos casos, a atos de vandalismo", diz em nota.

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