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Jornal Diário de Suzano - 19/09/2020
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Suzano sofre novas ocupações. 36 famílias vão para área no Nova América

07 JUN 2016 - 08h01

Suzano iniciou a semana com novas ocupações. Duas delas estão na Vila Feliz, enquanto a terceira ocorreu no Jardim Nova América. No local desde domingo, 36 famílias resistiram à ação da Polícia Militar (PM) que em apoio à Prefeitura solicitava a retirada de sete barracos e saída do grupo do local. Após três horas de negociações, os moradores deixaram o terreno espontaneamente.

A ação teve início pouco antes das 10 horas, quando os primeiros carros da Guarda Civil Municipal (GCM) chegaram a Rua Claudionor Rosa, acompanhados de um trator. Porém, as negociações com um grupo de aproximadamente 30 pessoas só começou por volta das 12 horas, quando a PM chegou.

No local, havia sete barracos e duas áreas demarcadas. Cerca de 30 adultos e seis crianças, conversavam com a Polícia e afirmavam que resistiriam à ação, a não ser que uma liminar da Justiça determinasse a saída do terreno.

A representante dos moradores, Roseneide de Oliveira, explicou que o imóvel está vazio há mais de 30 anos. "A área serve de ponto para o tráfico de drogas, desmanche de carros e outros delitos. As 36 famílias que estão aqui hoje estão cadastradas há muito tempo na Prefeitura, mas até agora não tem moradia. Só queremos um lugar para morar. Pagaremos o imposto. Só não conseguimos mais pagar aluguel ou morar de favor", detalha.

Roseneide completa que o objetivo era demarcar a área e em seguida iniciar as construções em alvenaria. Segundo ela, as famílias são de moradores do Raffo, Jardim Leblon e Nova América. Por volta das 12h30, o secretário de Serviços e Manutenção, Oswaldo Pansardi, chegou ao local representando à pasta de Assuntos Urbanos. Ele se reuniu com os moradores, mas não houve acordo.

Entre as ofertas feitas aos ocupantes estava o cadastro na habitação e auxílio aluguel para os casos mais extremos. "O que podemos fazer é inserir as famílias que ainda não estão cadastradas em programas sociais. Hoje temos uma fila de mais de 16 mil pessoas à espera de moradia, não temos muito que fazer".

Por volta das 15 horas, o grupo começou a desmontar os barracos e sair do local. Até o fechamento da reportagem nenhum acordo havia sido firmado entre as famílias e a Prefeitura. Na área ainda restam os vestígios das demarcações. Segundo Pansardi, um levantamento será feito para detectar a destinação do terreno.

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