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Suzano tem 15,7 mil cheques sem fundo devolvidos em dois meses

04 MAR 2016 - 08h00

Se as vendas no comércio têm diminuído, por outro lado, o número de cheques devolvidos cresceu em 4,5% este ano. Nos dois primeiros meses de 2016, o comércio suzanense recebeu 15.753 'cheques sem fundo'. O número é maior que o registrado nos dois primeiros meses de 2015, quando 15.077 cheques foram devolvidos. A informação foi divulgada pela Associação Comercial de Suzano (ACE). De acordo com economista, o dado é um reflexo da situação financeira da população.

Dos 15,7 mil cheques sem fundo, 7.053 foram recebidos pelos comerciantes no mês de janeiro e 8,7 mil no mês de fevereiro. O aumento dos cheques devolvidos foi ainda maior se comparados apenas o mês de janeiro, que teve crescimento de 6,6%, levando em consideração que em 2015 foram 6.616 cheques sem fundo. O calote no comércio também cresceu 2,8 % em fevereiro, já que no último ano o comércio havia recebido 8.461 cheques.

De acordo com o economista Luiz Edmundo de Oliveira Moraes, o aumento de inadimplentes é um fator da situação econômica do País. "A crise econômica, devido à recessão, tem tido como principal sintoma a inflação, que significa a perda do poder aquisitivo da moeda brasileira. Ou seja, estamos com o poder de compra reduzido, as pessoas estão empobrecendo", explicou.

Ainda de acordo com Moraes, a inadimplência como um dado geral no comércio não afeta apenas o comerciante, como também os consumidores. "Existem dois males. Um são os comerciantes que perdem seu poder aquisitivo com esse aumento de cheques de fundo. O outro são os comerciantes. Quando você é um comerciante e tem um valor x de calotes, é necessários repassar para seu produtos o valor perdido. Dessa forma os outros consumidores também são afetados", esclareceu.

Como medida para fugir das dívidas, o economista aconselha a população a cortar os gastos e renegociar os débitos. "Recorrer ao banco para negociar a dívida é a primeira coisa a fazer. Um cheque especial, por exemplo, tem os juros mais altos do mercado. Renegociando você faz uma nova dívida com juros menores. Também é necessário reduzir os gastos e buscar fontes alternativas de renda", opinou Moraes.

COMERCIANTES

Apesar da queda do uso dos cheques nos últimos anos, Bruno Akimoto, gerente de uma loja de brinquedos da Rua General Francisco Glicério, em Suzano, conta que ainda recebe cheques sem fundo. "Aqui nós consultamos para saber se o cliente está com o nome limpo. Para aceitarmos um cheque tem que estar tudo certinho, mas mesmo assim, às vezes, acontece de cheques voltarem", explicou.

O mesmo contou Leandro Lima de Freitas, gerente de uma loja de roupas masculinas na mesmo rua. "Além da consulta, a pessoa tem que dar uma entrada de 30% da mercadoria. Já tivemos muitos cheques sem fundo. Devolvemos ao banco. Quando essa loja abriu era bem pior. Agora o número de cheques devolvidos caiu bastante por o uso do cheque também diminuiu", explicou.

Outros comerciantes tentam evitar receber cheques. "Acontece muito de voltar, por isso a gente está evitando. Temos clientes cadastrados e desses nós recebemos. Mas se a gente puder driblar, tentamos", explicou Luiz Yumie, funcionário de uma ótica, na Francisco Glicério. Ainda de acordo com ela, a loja tenta negociar com o cliente devedor. "Nós ligamos para esses clientes e pedimos para virem resgatar o cheque e quitar a dívida. Se não conseguimos, encaminhamos para uma cobradora", explicou.

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