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Jornal Diário de Suzano - 29/09/2020
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Tokuzumi quer foco em gestão e afirma que eleição não vai influenciar mandato

20 DEZ 2015 - 07h01

Foco na organização das contas públicas. Este é um dos objetivos do prefeito Paulo Tokuzumi (PSDB) para o próximo ano. Neste momento de incertezas e descrença política, ele afirma que não deixará a disputa eleitoral interferir na atuação e decisões tomadas em prol do crescimento da cidade. O tucano vive um momento conturbado por conta das crises política e econômica que atingem Suzano e todo País. Porém, a pouco mais de 10 meses das eleições de 2016, o tucano fala de forma descontraída das metas para o próximo ano.

Diferente dos últimos anos, quando a receita nacional caminhava de forma lenta, mas razoável e consequentemente beneficiava o município, nesta ocasião, Tokuzumi se mostra mais cauteloso em relação às ações que ainda deve executar enquanto prefeito. A entrevista exclusiva ao DS foi feita no gabinete e teve como tema principal a crise pela qual o País atravessa. No entanto, o início das obras de construção da alça de acesso do Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas (SP-21), na Estrada dos Fernandes, prevista para janeiro, é um dos pontos de destaque do governo. Segundo o prefeito, o empreendimento trará mais desenvolvimento ao município, além de novos empregos.

Diário de Suzano: Como o senhor analisa o ano de 2015?

Paulo Tokuzumi: Vivemos um momento muito especial no País em que infelizmente temos uma crise econômica e uma crise política, somado a isso, uma crise moral. Tivemos há pouco tempo o rebaixamento do grau de investimento e estamos hoje na iminência de perder outro grau. Se isso acontecer muitos países ou fundos de pensão ficarão impedidos de investir no Brasil por sermos considerado um risco. Isso trará um transtorno grande. Enfim, toda essa crise atinge a mim como família, como empresário e como prefeito e isso acontece com a cidade toda.

DS: De que forma isso reflete em Suzano?

Tokuzumi: Tudo isso impacta Suzano de forma direta. Em 2014, por exemplo, tínhamos uma situação mais favorável e no ano seguinte ela se modificou, pois vivemos o encolhimento do Produto Interno Bruto (PIB) em cima da recessão. 2016 será um ano pior que o atual para o Brasil e isso reflete na cidade de todas as formas possíveis. Mas temos uma lei orçamentária a ser respeitada, leis de responsabilidade fiscal e o compromisso de ser eleito como prefeito não para fazer política, mas para administrar. Mas administrar uma Prefeitura com muitos recursos é diferente da situação que vivemos hoje.

DS: Quais as diferenças entre este e o mandato anterior?

Tokuzumi: Quando eu fui prefeito entre 1993 e 1996, todo final de ano já havia investido em torno de 18% em infraestrutura ou novos investimentos. Hoje com os recursos que dispomos mal podemos fazer os custeios. Se realizarmos plenamente todos os serviços que nos são transferidos da União não sobra dinheiro no município. A incapacidade de atendimento destes serviços está exposta. O pacto federativo infelizmente leva mais de 60% dos impostos arrecadados na cidade, sendo que outra parte vai para o Estado e apenas 12% fica na Prefeitura. Vivemos uma situação complicada. Exemplo disso é a União viver em dificuldade. Além disso, no 1º mandato, Suzano era uma cidade que arrecadava bem, e tivemos recuo do PIB (Produto Interno Bruto) entre 2006 e 2010, não crescemos e encolhemos, e, isso é refletido agora, não existem milagres na Prefeitura, meu compromisso é administrar de forma que a administração respeite todas as leis, além de lutar para que tenhamos as contas organizadas.

DS: O que é feito para amenizar a crise na cidade?

Tokuzumi: Vivemos uma situação de contenção para que possamos estar melhor no próximo ano, não posso ser irresponsável a ponto de gastar os recursos da cidade de forma equivocada e levar o município a uma situação catastrófica. As contas de 2013 foram aprovadas porque respeito a leis e hoje temos fiscalização para que a Prefeitura tenha condições de fazer uma administração razoável, mas isso impõe situações complicadas ao prefeito por ele ser um político, mas Suzano não tem espaço para fazer política hoje. O dinheiro que precisaríamos na cidade só para manter o custeio seria acima do orçamento. Vivemos uma situação de crise onde devo administrar de acordo com o momento.

DS: Em relação às obras, o que será entregue ou iniciado no próximo ano?

Tokuzumi: Temos diversos projetos, alguns não são da Prefeitura, mas assim como os impostos que são encaminhados a União, as obras feitas na cidade são da população. Exemplo destes empreendimentos é a entrega da estação Suzano, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), início da obra da alça do Rodoanel e a reforma do Parque Municipal Max Feffer. A mesma crise que eu vivo, o Estado passa e o que eles enfrentam a União também enfrenta, então é um momento de entendimentos e não de fazer promessas que não posso cumprir. Porém, quanto a Marginal do Una, o governo do Estado de São Paulo reabrirá no próximo ano o processo licitatório para contratação de empresa especializada que realizará as obras de reconstrução, após uma luta intensa do deputado Estevam Galvão para que essa obra finalmente saía do papel. O governador Geraldo Alckmin tem olhado com muito carinho para nossa cidade. Além da Marginal do Una, em janeiro teremos a entrega da estação de trem e em abril do novo hospital estadual. Estou muito feliz e a população está sendo contemplada com grandes iniciativas.

DS: Quando se iniciam as obras da alça?

Tokuzumi: A previsão é de que as obras comecem em breve, mais tardar em janeiro. Esta é uma obra que vai gerar muitos empregos, além da possibilidade de ligar Suzano ao porto de Santos.

DS: Quando será desenvolvido o Plano Diretor e qual a importância deste projeto?

Tokuzumi: Este é um plano urbanístico importante para o município. Ele será feito baseado na nova situação de Suzano, por exemplo, com a inserção da nova alça do Rodoanel, a partir desta alça teremos um novo desenho da cidade. Vou fazer o Plano Diretor neste resto de ano (2016) assim como outros planos para o desenvolvimento da cidade. Espero fazer dentro da própria prefeitura sem a necessidade de contratar novos técnicos.

DS: Como está a saúde de Suzano hoje e o que a Prefeitura faz para amenizar os problemas?

Tokuzumi: Em poucas palavras, não temos dinheiro suficiente para manter o que determina o governo federal. Hoje são criadas leis em que não se prevêem os custeios e repasses, o que dificulta os serviços do setor. A Santa Casa, por exemplo, é um caso excepcional, pois com toda dificuldade está de portas abertas. Mas em relação aos remédios, não temos orçamento para manter todos.

DS: Quando terão inicio as obras do Hospital Regional?

Tokuzumi: A empresa vencedora da licitação desistiu da obra, então vamos re-licitar a obra e temos que fazer cumprir a lei. Esperamos iniciar a obra em 2016, mas o início da construção depende do processo licitatório.

DS: Como estão as contas e receitas da Prefeitura hoje?

Tokuzumi: Hoje não é possível prever a receita como fazemos com a previsão orçamentária. As despesas estão bastante claras, mas as receitas é que nos deixam apreensivos por não sabermos se ela será concretizada.

DS: Em relação aos serviços da Pioneira, quando eles serão retomados na íntegra?

Tokuzumi: Precisamos fazer uma readequação no serviço, assim como alguns outros que foram cortados em decorrência da situação financeira. A Pioneira recebe Ordem de Serviço (OS) e faz o trabalho de acordo com o que recebe, foi feito um ajuste econômico de acordo com as nossas condições de pagamento.

DS: Que nota o senhor dá a gestão?

Tokuzumi: Estou em uma fase da minha vida em que eu não tenho mais direito de enganar ninguém. Hoje quem tem que me dar uma nota é o Tribunal de Contas e os órgãos fiscalizadores. Sei que o julgamento da população hoje é complicado, vivemos uma situação ruim, existe uma crise instalada e o País não se sente capaz de fazer frente aos mínimos anseios da população, mas em momento de crise administra-se. Pelos anseios da população sei que eu não teria uma nota favorável, mas pela situação que vivo e administro a cidade, daria uma nota de aprovação, média alta.

DS: O que a população pode esperar em 2016?

Tokuzumi: A população tem anseios e esperanças, infelizmente muitas vezes, não conseguimos fazer frente a todas as expectativas, só que sou Paulo Tokuzumi, sou prefeito e estou sujeito a uma série de situações e muitas não são da minha vontade. Gostaria de administrar em um momento de crescimento e não de crise, assim teria mais conforto, mas não serei irresponsável. Por isso, deixo uma mensagem de esperança e espero que tudo possa se resolver em 2016 e que o Brasil reencontre o caminho para que a população tenha mais fé para poder ter mais confiança. Torço para que o País encontre o caminho e que a crise se resolva em curto prazo para o Brasil voltar a crescer. Além disso, espero que as pessoas sejam mais colaborativas e cumpram os deveres para com o País, tenhamos recuperação econômica e consciência da população para vivermos em situação mais digna e justa.

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