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Jornal Diário de Suzano - 31/10/2020
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Reisinger Ferreira

TRE decreta perda de mandato do Pastor Valdomiro por infidelidade partidária

15 ABR 2016 - 08h01

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decretou a perda do mandato, por infidelidade partidária, do vereador de Suzano Valdomiro Francisco, o Pastor Valdomiro. Ele era filiado ao Partido Social Cristão (PSC) e estava há cerca de quatro anos na legenda. A decisão foi tomada na terça-feira por decisão unânime da Corte. O legislador já entrou com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e decidiu se filiar ao DEM para concorrer às eleições deste ano. Ele é o primeiro vereador da região, nesta legislatura, a ter o mandato suspenso.

"A Corte considerou que, na análise do conjunto probatório, não foram encontrados elementos de justa causa que comprovassem a grave discriminação pessoal alegada pela defesa para a saída do vereador do PSC, pelo qual foi eleito em 2012", explicou o TRE.

No lugar do Pastor Valdomiro deverá assumir o primeiro suplente, Luiz Carlos da Costa (PSC), que também é pastor. Porém para que a mudança aconteça é necessário que a Câmara receba um ofício do Tribunal comunicando a decisão. O secretário diretor geral de Planejamento e gestor da Câmara, Julio Cesar Mayer, afirmou que até ontem a Casa de Leis não tinha conhecimento da decisão. "A Câmara tem que aguardar um ofício do TRE comunicando a perda do mandato do vereador, a Casa de Leis avisa o vereador e chama o suplente para tomar posse". Caso o ofício não seja entregue antes da próxima sessão, na quarta-feira, o Pastor Valdomiro vai participar normalmente dos trabalhos legislativos.

O Pastor Valdomiro explicou ao DS que a desfiliação aconteceu por "armação política". Segundo ele, o presidente do partido Paulo Alves e o secretário de Agricultura Familiar e Segurança Alimentar, Oswaldo João de Souza Filho, também secretário do partido, entraram com o pedido de desfiliação sem o seu consentimento. "Eu era tesoureiro do partido e eu tive que assinar diversos documentos administrativos, com mais de 100 folhas. No meio dos documentos, eles mandaram a minha desfiliação para assinar. Eu perguntei porque eu tinha de assinar a desfiliação fora do período da janela partidária, mas eles pediram para eu assinar e deixar o documento pronto para quando tivesse a janela partidária, mas eles protocolaram o documento antes", afirmou. "Eu perdi o mandato porque confiei neles. Eu esperaria a janela, mas eles fizeram isso. Confiava neles mais que meus irmão porque eles participam da igreja comigo". Ele frisou que disputará as eleições deste ano para o vereador e afirmou que será a oportunidade "de dar a volta por cima".

Souza Filho negou as acusações e afirmou que o Pastor Valdomiro assinou a desfiliação por vontade própria três semanas após assinar os outros documentos administrativos do partido. "É uma inverdade dele porque se ele não quisesse o juiz não ia aceitar a desfiliação dele. Ele me procurou quatro vezes, falou que tinha vontade de se filiar ao DEM. Nas vezes que ele me procurou, disse que ele tinha o risco de perder o mandato e aconselhei ele a não fazer isso". O secretário afirmou que um funcionário do vereador entregou o documento no partido. "Ele assinou um documento da prestação de contas do partido umas três semanas antes. Não houve isso. Quem fez a solicitação do pedido de desfiliação do partido fui eu, entreguei na mão dele, e um funcionário dele entregou para a gente assinado".

O presidente do PSC foi procurado, mas o DS não conseguiu contato até o fechamento da reportagem.

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