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Volta às aulas: projeto prevê filtro para substituição de ar em salas

Ideia é de engenheiro formado na UMC; objetivo é de implantar projeto-piloto para testar eficiência de estudo

Por Daniel Marques - de Suzano26 SET 2020 - 22h42
Volta às aulas: projeto prevê filtro para substituição de ar em salasFoto: Divulgação
Um projeto desenvolvido pelo engenheiro mecânico e profissional da área de controle de poluição do ar, Leandro Camargo, propõe um método de substituição de ar dentro de salas de aula, para possibilitar o retorno dos alunos às escolas. 
 
O método consiste na instalação de filtros que vão remover o ar contaminado e substituí-lo por outro devidamente filtrado. A ideia é implantar um projeto-piloto, para realizar testes e ser usado como base para outras instalações. 
 
A ideia serviria para reduzir a propagação do novo coronavírus (Covid-19) em escolas. Trata-se de uma ideia complementar, que não substituirá totalmente a adoção das medidas sanitárias já propostas pelas autoridades de saúde, como uso de máscara, por exemplo.
 
Camargo explica que o vírus fica suspenso no ar, já que ficaram aderidos às partículas líquidas ou sólidas emitidas pelo ser humano ao tossir, falar ou espirrar. Por isso, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é importante para a eficiência do projeto.
 
"O projeto é virtual, de criar uma planta piloto, até para comprovar a eficácia deste sistema. Fui instrutor do Senai por quatro anos, tenho conhecimento de outros professores, coordenadores e diretores. Fizemos contato pra implantar e acredito que, com isso, a gente vai conseguir atingir um público muito maior. Temos apresentado esse projeto para alguns vereadores, para que ele seja levado adiante nas prefeituras", explica o engenheiro mecânico, que foi formado pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).
 
Ele explica que o uso de ar-condicionado em ambientes fechados - algo que para muitos pode auxiliar no processo de controle do novo vírus - vai na contramão desta proposta e acaba se tornando algo mais prejudicial ainda em salas de aula.
 
"Aqui no Brasil, usa-se ar-condicionado de parede, mas não há muita troca de ar com o externo, apenas o resfriamento do ar que já está no ambiente, tanto que as portas e as janelas são fechadas, para que o ar se mantenha resfriado. Nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, esse tipo de ar não é usado em ambientes internos. O ar-condicionado com confinamento é muito crítico e prejudicial. Porém, quando ele é acoplado, dimensionado e quando permite trocas de ar, torna-se mais eficiente", destacou.

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