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Jorge Lordello

Qual valor de um "tesouro" no fundo do mar?

04 outubro 2017 - 09h00 Por Gabriely Machado
Qual valor de um  "tesouro" no fundo do mar?
Um avarento possuía uma barra de ouro que mantinha enterrada no chão do quintal. Todos os dias ia lá dar uma olhada. Um dia, ao descobrir que a barra fora roubada, começou a se descabelar e a lamentar aos gritos. Um vizinho, ao vê-lo naquele estado, disse: "Mas pra que tanta tristeza? Enterre uma pedra no mesmo lugar e finja que é de ouro. Vai dar na mesma; quando o ouro estava aí você não usava pra nada!". A mensagem dessa estorinha é por demais profunda e cabe reflexão. Imagine que a barra de ouro pode ser o sentimento de amor que uma pessoa tem para com outra mas que não é colocado para fora, ou seja, não demonstrado em toda sua potencialidade. Cuidado, pode ser o seu caso, a pessoa com a qual você mantém relacionamento pode ir embora a qualquer momento por achar que seu amor não é correspondido. De que adianta ter tantos sentimentos bons no coração e não repartí-los com as pessoas que gostam de você? E aquele frasco de perfume caro que você não sabe ao certo onde guardou, esperando para usá-lo numa ocasião importante. Cuidado, o perfume pode evaporar com o tempo. E aquele sapato caro não é usado para durar mais! Cuidado, o couro pode endurecer e trincar por completo; aí o sapato não vai servir para mais nada. Você prefere viver como pobre e morrer rico. Ou viver rico e morrer pobre? Eis a questão! Lembre-se que o momento mais precioso da vida é o hoje, o aqui e agora; o amanhã é sempre incerto. A melhor ocasião é o presente; é poder viver de forma intensa e proveitosa. Não sou favorável a exageros, mas deixar todo o dinheiro embaixo do colchão não é a melhor opção.