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Jorge Lordello

O tempo que perdemos de bobeira

03 fevereiro 2021 - 08h00 Por Gabriely Machado
O tempo que perdemos  de bobeira
Quanto tempo cada um de nós ainda têm neste plano astral? Essa pergunta ninguém pode responder; a morte é o maior de todos os enigmas. 
A pandemia do coronavirus trouxe esse tipo de reflexão para muita gente; essa doença encurtou o tempo de vida de centenas de milhares de pessoas. 
Um imenso número de famílias perdeu o convívio definitivo com familiares. Muitas delas foram totalmente dizimadas. 
Desde março de 2020 o mundo praticamente parou, a doença, que se alastrou de forma endêmica, fez com que as famílias ficassem reclusas em seus lares, que sonhos, planos e projetos fossem adiados ou abandonados, mas, principalmente, gerou enorme reflexão em cada ser humano. 
Por que não fazemos o que queremos? Por que ainda perdemos tempo com bobagens?
Quantas coisas temos vontade de fazer mas optamos pela omissão por causa de medo, da insegurança ou devido ao seguinte pensamento: 
"O que será que os outros vão pensar de mim?" Mas será que as mesmas pessoas que te vigiam ou são tão críticas a seu respeito, pagam suas contas no final do mês? Se a resposta for negativa, então tenho uma excelente conclusão para te fornecer: você não deve absolutamente nada a elas. 
Se há algo que não podemos comprar, pois não está à venda na prateleira ou de qualquer outra forma, é o tempo. 
O cronômetro de cada um de nós está ligado em contagem regressiva, só que não podemos ver no visor o tempo que ainda resta. 
Se nossa permanência neste planeta é incerta, o mais sensato seria não perder tempo e usar cada minuto para promover felicidade, prazer e amor. 
Mas poucos têm consciência sobre esse assunto. É como se fôssemos morrer bem velhinhos e completamente realizados por termos feito tudo que planejamos. No entanto, isso raramente acontece...