"Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam".
O sábio respondeu: "Pois viva como as flores".
"Como é viver como as flores?" pergunta o discípulo. "Repare nestas flores", continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
"Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores".
O discípulo refletiu por quase um mês sobre a lição recebida e entendeu que se deixasse se influenciar pelas emoções ruins dos outros, aos poucos perderia sua essência.
Foi assim que o jovem decidiu permanecer longe das pessoas e notícias que não lhe agregavam em nada. Percebeu que o embate não leva a lugar nenhum, muito pelo contrário, traz discórdia e mal estar.
Portanto, caro leitor, fica aqui uma das principais lições na vida, qual seja: permaneça ao lado das pessoas agregadoras.
E quando não tiver jeito e o contato com alguém com energia negativa não for possível evitar, faça cara de paisagem e posicione-se como uma flor, linda, calada e impassível.