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Jorge Lordello

Cuidado para não se tornar uma máquina de julgamentos

04 novembro 2021 - 08h00 Por Gabriely Machado
Cuidado para não se tornar  uma máquina de julgamentos

Depois de um dia de trabalho duro em casa, a esposa preparou um prato de ovos, tomates e torradas bastante queimadas para o marido que chegara do serviço faminto. 
O homem devorou os ovos e em dado momento pegou a torrada esturricada e perguntou à esposa como tinha sido seu dia. 
Ela contou das dificuldades que havia passado com a limpeza árdua e se desculpou por ter deixado o pão mais tempo que o necessário no forninho. 
O marido, degustando a torrada, respondeu: "Amor, eu adoro tudo que você faz". 
Mais tarde, o filho adolescente procurou o pai e fez a seguinte pergunta: "O senhor realmente gostou daquela torrada super queimada que mais parecia carvão?" 
O homem abraçou o garoto e disse: 
"Filho, sua mãe teve hoje um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. 
A vida é cheia de imperfeições, as pessoas não são perfeitas. 
Eu também não sou o melhor pai do mundo; faço o que está ao meu alcance, mas sei que cometo meus erros". 
Amigo leitor, para se dar bem em um relacionamento afetivo ou amizade, é preciso aceitar e compreender as falhas alheias. Só assim é possível criar relacionamentos saudáveis e duradouros". 
Não cometa o erro de se tornar uma máquina de julgamentos especializada em apontar erros nos outros. Gente assim acaba esquecendo de olhar dentro de si mesmo.