"Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam". O sábio respondeu: "Viva como as flores!". "Mas como é viver como as flores?", perguntou o discípulo. E o mestre explicou com paciência: "Repare nestas flores", apontando lírios que cresciam no jardim. "Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.
Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores". Se o amigo leitor frequenta redes sociais ou usa o aplicativo whatsapp, sabe que muita gente usa os meios de comunicação digital para destilar veneno. Pessoas recalcadas, mal amadas, infelizes, além das ignorantes, encontraram na internet uma forma de descarregar suas neuroses e problemas emocionais. Outros, para terem visibilidade e serem enxergados, exageram propositalmente nos comentários; a estratégia é o sarcasmo e agressividade.
A conclusão é que na rede mundial de computadores encontramos muita gente cuidando da vida dos outros, apontando o dedo para todo mundo, mas que esquecem de olhar suas próprias mazelas.
Não se incomode com as línguas de pessoas mal resolvidas. O melhor é não seguir ou mesmo bloquear e tirar o estorvo da frente de seus pensamentos.