quinta-feira 01 de outubro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Padre Carmine

O povo não tem agenda política ativa

10 novembro 2017 - 08h00 Por Gabriely Machado
Não é costume do povo e do cidadão comum ter uma agenda política ativa, que marque a sua participação na fiscalização das políticas públicas. 
São poucos os cidadãos, que mesmo não sendo eleitos para cargos públicos alcançam o papel de protagonistas na vida política da cidade. São muitos os que detestam a política devido às intrigas típicas do poder, dos interesses pessoais, partidários e eleitorais.
Nesses casos, é urgente que surjam lideranças populares nos bairros, pelas Associações de Amigos de Bairros, que saibam classificar as ações mais necessárias a serem realizadas pela Prefeitura em prol da cidade. Lideranças que marchem em frente, conduzindo o povo a se envolver no compromisso de exigir dos administradores, o cumprimento das promessas feitas durante a campanha eleitoral.
Em Suzano, o povo dança entre esperanças e frustrações, entre um passado recente e um presente que ainda não permitem à cidade avançar, dando um passo para a modernidade e para a solução de tantos problemas que afetam a população e põem em risco a saúde e mesmo a vida dos cidadãos.
Houve alguns avanços, porém, são apenas pequenas e boas sementes no chão da história de Suzano. No entanto, o olhar da Administração municipal deve estar voltado para toda a cidade e para os problemas que continuam a existir.
 
Entre os tantos obstáculos que atrasam o crescimento da cidade, há o da burocracia, que não permite finalizar obras e projetos, devido à demora na avaliação a ser feita nos vários setores dos governos, municipal, estadual ou federal.
Fica evidente que os obstáculos burocráticos inviabilizam a realização das obras programadas. Isso acontece também quando se trata de legalizar os negócios dos pequenos empreendedores. Porque a burocracia, as leis, e regulamentações, penalizam as pequenas empresas, que querem entrar no mercado de trabalho com seus negócios, colocando-as à margem das oportunidades e fortalecendo a exclusão social?
Isso condena os pequenos empreendedores a se servir do mercado negro, no qual a informalidade os sujeita à clandestinidade e a fugir dos fiscais implacáveis.
 
Cabe aos vereadores ajudá-los a formalizar e legalizar seus negócios, diminuindo a burocracia, para haver mais rapidez e agilidade administrativa. 
 
Na Câmara, os vereadores estão a serviço do povo e devem trabalhar com o povo e para o povo, ajudar aqueles que querem ter a chance de serem incluídos na economia formal, desburocratizar os infinitos procedimentos para que os pequenos empreendedores consigam a licença de entrar no mercado. Isso é que é mergulhar na vida do povo,segurando a bandeira não apenas do partido, mas também das políticas públicas. O povo não pode esperar cinco dias por uma cópia que poderia estar pronta em cinco segundos.
A soberania na cidade é do povo e não dos burocratas que quase sempre dificultam a criação de empresas e o funcionamento da economia. O povo vai aprendendo a se tornar mais combativo e lutador. É inútil reclamar sozinho, é preciso unir as forças, pois com o povo unido, haverá um futuro bem melhor e mais bem sucedido.