No dia 2 de junho de 1946, ao final da Segunda Guerra Mundial, com a queda do governo fascista de Benito Mussolini, a derrota e a expulsão dos nazistas da Itália, houve o referendo sobre o futuro da Monarquia e a dinastia dos Reis. Não obstante o prestígio da família real de Humberto 2º, os italianos votaram pela abolição da Monarquia e a promulgação de uma Constituição Republicana.
No Brasil, os imigrantes italianos ao criar associações e comunidades italianas em seus municípios, com a participação dos descendentes, promoveram eventos para comemorar no dia 2 de junho a abolição da Monarquia e a criação da República italiana. Em Suzano a italianidade é numerosa e bastante presente na vida da cidade.
Há anos que no primeiro domingo de Junho, os imigrantes italianos que residem em Suzano e seus descendentes celebram a cada ano o Dia da Comunidade Italiana estabelecido por um Decreto Municipal em 2002 pelo então Prefeito Estevam Galvão de Oliveira, após a petição do então Vereador Walter Bio.
Ao longo desses anos muitos eventos foram realizados. Foram homenageados em Suzano os imigrantes italianos que receberam a honra de ter uma Escola Estadual com o nome deles., Bianchi, Batista Renzi, Molteni, Raffo, Bianconi.
Sobretudo foi importante a dedicação de alguns descendentes como a dos membros da família Bianchi na organização da festa do Baruel, de Marcia Marcolongo, Ireneu Renzi, Augusto Vano, Hamilton Cicone, Cristina Ciminiello, Jorge Salvarani, na organização dos eventos e da grande Festa de São Francesco realizada no salão do Suzanino.
Nestes últimos anos foram mantidas a festa de São Francisco promovida pela Casa de Guadalupe e a comemoração religiosa realizada na Paróquia São Sebastião.
O Brasil, de modo geral, e em especial o Estado de São Paulo, devem muito aos imigrantes italianos. Em qualquer campo, seja na atividade social, comercial, cultural ou científica, sempre houve e haverá um italiano que se destaca.
Um estudo sobre a expansão das comunidades ítalo-brasileiras no Brasil não é fácil, porque elas vivem integradas completamente na realidade sócio-político-cultural. Mas o esforço é aglutinar sempre mais a coletividade de origem italiana em atividades filantrópicas, culturais e folclóricas.
As comissões das comunidades ítalo-brasileiras propõem despertar nas pessoas a importância de se preservar a história das famílias de imigrantes. Muitos netos e até filhos de imigrantes estão abandonando a memória de seus antepassados, não conhecem a biografia deles nem reconhecem em si as semelhanças genéticas e físicas.
O Dia da Comunidade Italiana tem como objetivo resgatar a cultura italiana e trazer à luz memórias e lembranças dos imigrantes para a conservação da história da família. História simples, rústica, pobre, que começou quando os italianos deixaram a Itália à procura de novas terras, onde condições mais propícias facilitariam uma melhor qualidade de vida.
Imigraram, sobretudo os trabalhadores do campo que deixavam o País para o ultramar, na perspectiva de nova vida. O tempo passou. Mas nada impede que o presente e o futuro reconheçam os traços principais daqueles que nestas terras viveram como imigrantes, plantando e trabalhando com suor e fadiga para construir uma nova história de amor, vida e liberdade.