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Dia dos Finados: recordando Dona Santina Iório, professora e educadora

30 outubro 2020 - 08h00 Por Gabriely Machado
Dia dos Finados: recordando Dona  Santina Iório, professora e educadora
No dia 25 de outubro, Dona Santina Iório completaria 98 anos se o seu corpo estivesse ainda se mantendo vivo aqui na terra. Mas após ter cumprido tudo o que estava ao seu alcance como esposa, mãe e professora, há anos, desde 2013, passou a viver na morada eterna. Quem esteve ao lado dela: o marido Armando, os filhos José Armando, Renato e Valter Alberto, o pai Primo Marotto e a mãe Elisabete Alvieri Marotto, além de outros familiares, alunos, professores, padres e membros da Paróquia São Sebastião de Suzano, sabe que mesmo com os seus 80 anos, ela se empenhava em dar aulas particulares para estudantes que necessitavam de reforço escolar.
Enquanto fazia isso, tinha também todo o tempo para se dedicar à Igreja, tornando a sua convivência com a comunidade paroquial, uma normalidade quase familiar. Na celebração da Missa me alegrava ouvir de perto a sua voz, quando proclamava as leituras da Sagrada Escritura com uma capacidade vocálica excelente, alta e expressiva.Tudo isso, ela vinha fazendo durante a sua aposentadoria.
Antes desse tempo, Dona Santina, no exercício privilegiado de sua profissão como professora, deu valor à formação humana, cultural e religiosa de crianças e adolescentes em várias escolas. Penso que deu aulas ao longo de mais de 40 anos.
O seu olhar e a sua fala lançavam uma luz sobre a sua imponente personalidade, enriquecida pela grandeza de seu espírito de fé e de vida cristã.
Jogando uma olhada para atrás, na história de Suzano, sem dúvida, podemos dizer que à professora Santina deve-se uma parcela do patrimônio cultural que ela soube transmitir formando a personalidade de muitos suzanenses, juntamente a tantos outros docentes que estavam à frente da educação formal e do ensino tradicional. 
Nos encontros e nas conversas com a professora Santina, me impressionava muito a força humilde que saia do seu coração de maneira doce e afetuosa.
A partir da sua experiência de mãe, como educadora dos filhos, tocando o barco familiar sozinha, manteve sempre os três filhos em sintonia com os valores que dizem respeito ao convívio familiar e social, desenvolvendo neles e nos alunos as virtudes necessárias para ser bons cidadãos e bons cristãos.
As formas disciplinadoras dos tempos idos, bem presentes nas convicções dos antigos professores, eram fundamentais, precisamente na idade da adolescência e do crescimento. Dona Santina começou a dar aula no Reino da Garota em Poá, durante uma década e completou a sua missão nas escolas públicas de Suzano, lecionando durante quase 20 anos na Escola Marques Figueira.
Chegou logo em seguida a constituir um núcleo escolar particular na Vila Amorim, até se limitar a acompanhar no seu apartamento localizado no Centro de Suzano, os alunos que consideravam não ser suficiente, para um aprendizado mais eficiente, o que era abordado nas aulas regulares e manifestavam a necessidade de um reforço escolar.
Me sinto honrado de ter conhecido a professora Santina, dona de um tesouro inestimável, a sabedoria, que a levava a sonhar um mundo mais justo e uma sociedade mais rica de valores morais, religiosos e cívicos.