O anúncio de seu falecimento provocou uma grande dúvida: crer ou não crer. A ressonância da triste confirmação não faltou a chegar na cidade de Suzano, na Prefeitura, nas Delegacias de Policia e entre os amigos da Maçonaria.
A morte do Dr. Edson surpreendeu com seu sussurro chegando aos ouvidos de todos os suzanenses e mogianos com seu assombro fúnebre.
O vírus da Covid-19 devorou a vida do Delegado dos Distritos Policiais de Suzano e de Mogi das Cruzes.
O tempo de seu embate contra o coranavírus foi longo e doloroso, começou no início de março, terminando infelizmente, na metade de abril deste ano.
Em Suzano, onde ele iniciou o trabalho como Delegado plantonista em 1989 e logo em seguida como titular, sentia-se na terra dele. Todos os dias se deparava com os rostos dos suzanenses mexendo com a sua paciência e compreensão com situações e fatos incriminatórios. Como Diretor da cadeia pública, não era irredutível em análises frias a respeito da vida e do comportamento dos presos que se encontravam na carceragem da Delegacia de Suzano, mas almejava para eles um futuro melhor.
Como Diretor da Circunscrição Regional de Transito (CIRETRAN),. fez um excelente trabalho.
A cidade de Suzano ficou silenciosa com a tristíssima notícia de seu falecimento. Não posso dizer que vimos um anjo passar e tomar um voo para a eternidade, mas com certeza recebeu muitos abraços pela sua proximidade das pessoas, pela sua participação nos eventos sociais da cidade, das instituições e pela sua contribuição juntamente aos membros da maçonaria, em ações de assistência aos mais necessitados.
Não posso livrar a sua gentil esposa Dona Teresinha de sua dor, mas também não posso ficar impotente e calado diante do mistério da morte, cuja solução não é o fim de tudo.
Posso dizer com a intuição genial de Guimarães Rosa: “As pessoas não morrem, ficam encantadas”, diante do Cristo ressuscitado e glorificado, diante da liturgia divina celebrada no céu num clima pascal de paz e de convívio universal em torno da mesa em que se encontra o Cordeiro imolado, já presente nos altares de nossas Igrejas quando celebramos a Santa Missa.
Aos filhos, Dr. Danilo, médico ortopedista e ao Dr. Leandro, médico veterinário, que com o falecimento do pai vivem no meio de uma grande dor e de um grande amor, a certeza de que o Dr. Edson continuará a ser o inesquecível e grande amigo dos suzanenses, o Delegado das Delegacias de Polícia de Suzano e de Mogi das Cruzes, o Diretor da cadeia, o Controlador Geral do Município, o Secretário que cuidou do Meio Ambiente que pelo tempo e pela sua convivência marcou a história da cidade de Suzano. Um homem de bom humor e de um sorriso contagiante, impregnado de profunda humanidade diante das tragédias familiares e sociais. Sonhador como todo casal por ter um lar abençoado e feliz com a sua esposa e com os filhos bem sucedidos em suas profissões.
Tem agora uma vida encantadora, ensolarada pelo calor do Sol divino no jardim celeste.