Esta expressão, “e agora vai!...” tem umas tantas características no nosso jeito de falar. Iniciar com uma conjunção aditiva, implica em agregar mais alguma coisa ao que havia antes. E lá vai chegando uma esperança! E o novo se faz presente já, “agora”. E chegando mesmo tudo anda, “vai”. E a gente se coloca na expectativa imediata. Daí essas reticências, que nos indicam uma continuação. E mais isso mesmo, a esperança que nos chega!
Não há só porquê baixar o astral. Temos de erguer a cabeça e avançar.
Claro que sabemos que a coisa está feia. E que pode piorar. Mas temos a expectativa pelos sinais anteriores ao Carnaval de que a Economia, ao menos, vai melhorar. A Economia é determinante, mas não é o único elemento a nos envolver. Temos outros itens a resolver, efeitos de tanto mal estar brasileiro. E nossa esperança está meio caída. Olhamos o mundo com um relativo pessimismo. É assim que nos vemos hoje. Tanto que há séculos não vemos tanta energia lançada ao ar por tanta gente como nesta Festa do Rei Momo. Nunca tivemos tantos carnavalescos pelas ruas. Estamos precisando soltar o que nos amarra.
Mas, depois da exaustão, temos de tirar a fantasia, a física, a material e também a emocional. Temos de assumir a consciência. Assumir o trabalho. Assumir a realidade. E ela cai de imediato, por sobre a gente. E agora vai!...
Esperança vem, mas vem também o real que nos chega com seu impacto. Acabo de saber que a nossa Suzano, acaba de perder sua grande distribuidora de livros, a Livraria Nobel, do Suzano Shopping, que não terá mais nada nesta área. O João, seu animador, mais do que um proprietário, fez muito por nós escritores como para a Literatura e a Cultura em geral, nesses quase vinte anos de atividade. O amigo continua, mas a Cidade perdeu seu maior espaço livreiro. Pena.
Mas vamos erguer a cabeça e continuar!
Em termos de Administração da própria Economia Doméstica, temos todos de aprender a fazer os cálculos de Receita e Despesa. Quem ainda não vive assim, está prontinho para quebrar a cara, e até mais que isso. Tudo tem de ser bem medido, senão... Penso em especial nos aposentados. Vários amigos tem me falado que ainda não aprenderam a fazer o que faziam no trabalho. Lá calculavam tudo. Para si e para o patrão. Mas e agora? Muitos não se prepararam para ter a brutal queda de receita. E muitos nem assumiram a necessária redução das despesas. E, não vamos esquecer, aposentados sustentam um enorme percentual de brasileiros. O que você precisa tem de ser agora ou pode esperar? Não dá pra descuidar.
Nós brasileiros temos uma absurda carga de impostos a cobrir regularmente. Senão o Poder nos toma o que alcançamos depois de muitos anos de trabalho. E não é só Imposto de Renda, já temos IPTU, sempre elevado além da realidade; temos agora o IPVA, sobre o carro que amamos; E o tanto que contribuímos sem nem mesmo sabermos, inclusos quase secretamente em todos os produtos, alimentos, roupas, serviços etc etc etc.
E tem de ir! E agora vai!...