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Suami Paula de Azevedo

Conhecimento

03 março 2018 - 09h00 Por Gabriely Machado
Conhecimento
Existem algumas interpretações do que seja Conhecimento. Para ser mais explícito, estou aqui me referindo a ter uma ideia, ter uma noção de algo, de uma coisa, de um fato, de um ser. Isso implicaria uma informação sobre tais coisas e situações. Estou me referindo a algo que vai além de só a consciência da própria existência. Claro, isso também está embutido no nosso conhecimento. Mas vai mais adiante do que seja a ser uma simples informação, ou uma notícia que venhamos a saber.
Como cientista, fui formando lá minhas teorias. Ah, você não sabia que este poeta também é um cientista? Pois é, iniciei minhas pesquisas há uns quarenta anos, quando comecei a preparar o meu primeiro Mestrado. Ainda era só na área de Linguística, depois foi passando para a Antropologia e chegou na Semiótica. Coisas da vida de quem inicia e vai seguindo em busca de saber um tanto mais e vai descobrindo que ainda tem mais a saber e a coisa não para nunca.
Tive a possibilidade de alcançar alguns conhecimentos pelos caminhos que fui percorrendo. Encontrei muita gente que me apoiou. Pude ter alguns relacionamentos se tornaram amizades. Bom isso, muito bom! E, com certeza, encontrei gente que não me via bem. Enfim, fui seguindo. E chegando a algumas constatações, algumas descobertas, alguns conhecimentos.
Formulei um Triângulo que chamei “do Conhecimento”. Sempre o vi como um triângulo equilátero. Fui considerando por aquelas coisas que a gente vai identificando nas suas variedades. Cada ângulo oferecia uma área de informação.
Assim, teríamos na base um dos ângulos do que nos ofereceria o Conhecimento do “Cultural”, que representaria tudo aquilo que é produzido pelo fazer humano. O Homem e a Mulher produzem aquilo que resulta de suas mãos, de sua mente, e isso se oferece ao entendimento de todos, ou seja a todos os demais seres, a sua interpretação, com gosto ou não. O que o homem faz diretamente e exibe como resultado aos demais. O outro ângulo da base refere-se ao Conhecimento do “Natural”. Esse implica em tudo o que nos chega da realidade da Natureza, o que não é produzido pelo homem diretamente, mas o que se nos oferece pelo mundo exterior ao humano, sejam animais ou vegetais ou minerais, como até agora sabemos. O terceiro ângulo é aquele a que denominei de Conhecimento do &ldq uo;Imaterial”. Referindo-se aquilo que não sabemos a origem, sejam o que corriqueiramente alguns de nós chamamos de “coincidências” enquanto outros chamam até de “milagres”. Alguns amigos, com formação mais fortemente religiosa ou mística preferiam denominar de Conhecimento do “Divino”. É um Conhecimento que também alcançamos muitas vezes, a que chegamos a saber. O que não sabemos não quer dizer que não existe. Não é mesmo?
Na Idade Média o mundo era entendido como uma plataforma. Se navegássemos pelo oceano cairíamos no espaço. Até que Colombo exibiu a ignorância da antiga visão.
Temos tanto a alcançar ainda. Será que nos abrimos a todas as formas de conhecimento?