quarta-feira 30 de setembro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Suami Paula de Azevedo

Dia do Livro

28 abril 2018 - 03h59 Por Gabriely Machado
Dia do Livro
Festejamos nessa última segunda-feira, 23 de Abril, o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. Foi estabelecido pela Unesco a comemoração nessa data em razão do nascimento (1564) e morte (1616) de Shakespeare, como a morte (1616) de Cervantes, e também o nascimento, em 1899, de Nabokov.
Vou sempre comemorar. A minha vida foi ligada a livros. Meu pai gostava de ler e tinha muitos livros. Com ele aprendi a gostar desses especiais objetos. Com minha mãe reafirmei o gosto. Na escola o interesse foi se confirmando com novas descobertas. E nunca parei. Acabei aprendendo a ler mais rápido. Há técnicas, que se adquire. Cheguei a ler um livro de 100 páginas em uma hora. Percebendo até mais sobre o livro. Hoje leio com menos rapidez. Faz pouco terminei de ler o livro do Dan Brown, o “Símbolo Perdido”, lá com as suas 600 e poucas páginas, em uns quatro ou cinco dias. É, de fato, um livro complexo, exige atenção, mas gosto dessas aventuras reflexivas, na ficção. Mas leio de tudo, desde livros acadê micos, tanto quanto leio poesia. O que me importa e me interessar pelo assunto.
Quando era jovem, mesmo que não gostasse, muitas vezes me sentia obrigado (ou era mesmo obrigado por exigência de um professor) a iniciar e ir até o final. Sem desistir da leitura. Hoje, já faz algum tempo, mas agora especialmente, se o livro me incomodar, ou não me segurar, perdido o interesse, abandono a leitura. Hoje talvez procure mais o encantamento de ler. Uma certa forma de sedução.
Retomando, ler, de um modo até especial, se é introduzido em casa. Claro, se os pais não tem esse tal hábito de ler vai ser complicado repassar. Tinha em casa o meu pai que era um aficionado pela arte da escrita. Ele adorava o cultivo do vocabulário, conservava vários dicionários. Lembro de uma edição portuguesa da Lello, muito antigo, grosso, pesado para uma criança, mas com palavras do coloquial de Portugal, que na época achava muito especiais. Aprendi a enriquecer o vocabulário por aí. Só depois, na Faculdade, aprendi a usar bem os palavrões parvos e o coloquial tacanho. Meu pai adorava poesia, mas tinha uma preferência muito especial pelos parnasianos, e dentre esses destacava-se Olavo Bilac. Talvez at&ea cute; por aí iniciei a escrever poesia formal, com versificação rígida. Para chegar aquilo que denominei de “quase sonetos” tive muito a aprender. Depois até chegar aos versos livres foi outro custo. Tenho ainda um caderno com poemas meus escrito há mais de cinquenta anos. Muitos ainda bem formais. Mas já tentava me libertar. Depois das lições de Quintana. E também das leituras de Vinicius, com livros que ainda conservo a mais de meio século.
Já minha mãe adorava romances. Lia de tudo. Uma romântica. Nos seus últimos anos, ela estava bem encantada pelos romances espíritas, sentimento que ela havia expandido. Mas esse interesse também me ajudou. Muito, claro. Voei muito por aí.
A escola me seduzia. A Língua Portuguesa me apaixonava. Mas, por algumas razões, questionava muito o que recebia. Tive ídolos, mas esqueci os exemplos frágeis.
Livros, leituras, sedução.