Nós, Brasileiros, temos tido muitas perdas, em especial, nos últimos anos. Já vivemos crises, difíceis, como antes do governo FHC, mas fomos superando, passo a passo até adquirirmos velocidade. Em 2014, depois de a forte queda na produção, o desenvolvimento estagnou e iniciou a queda mais e mais violenta. Entramos em recessão, com produção bem abaixo de zero! Já temos visto, agora, alguns sinais de recuperação, mas tudo ainda muito lento. Sabemos as causas, mas muitíssimo pouco tem sido feito para corrigir.
Alguns acusam como causa o desequilíbrio político. É pouco. Temos mais causas. Vamos refletir um tanto sobre a nossa parte, como cidadão.
Tenho visto as pessoas muito mais violentas no trânsito. Os que se consideram espertos, se oferecendo em riscos, conduzindo de forma agressiva, desrespeitosa. Temos visto a violência social, mata-se em assaltos por dez reais ou se a vítima não dispõe de recursos, ou ainda pela reação de medo da vítima. E a agressividade vai se alastrando, contagiosamente terrível em todos os ambientes, escolar, de trabalho, nas ruas.
E sabemos muito bem, ao menos aqueles com alguma instrução, que a falha é resultado da Educação Escolar deficiente. A Educação Familiar já está extremamente decadente, não se tem o que repassar aos filhos, alguns nem acham tempo para isso. Tudo isso também associado ao precário aprendizado geral. O que vai resultar numa incapacidade efetiva e constante, agora permanente, de melhorar a nossa produção. A excessiva tributação brasileira, seja municipal, estadual e federal, que desaparece nos resultados das aplicações públicas, sobrecarrega a todos. O Poder Público exibe resultados absolutamente raquíticos e, placidamente, nos conformamos. Desesperançados.
E essa falta de aplicação na Educação, de forma geral no País, tem provocado uma produção insignificante da indústria, do comércio como dos serviços. Para se ter uma ideia comparativa, nos últimos vinte anos, o desenvolvimento econômico dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) atingiu cerca de 35%, nos países emergentes (onde já esteve e estaria situado o Brasil) chega a 127%. Pois o nosso País chega apenas a 19% (em 20 anos!). E as causas? Repito, a maior é a falta de investimento em qualidade da Educação brasileira, somando-se a isso a muito deficiente infraestrutura, a falta de regulação consequente d o ambiente de negociações comerciais (sem regras seguras e estáveis).
Destaco a Educação de qualidade deficiente com números chocantes, como o dos alunos de 3º ano Fundamenta, que não estão aptos a ler, escrever ou interpretar estruturas bem simples. Querem mais? Então, perceba-se que apenas 7% dos alunos concluintes do Ensino Médio aprenderam o mínimo possível de Matemática. Chocante? Real!
Como alcançar resultados bons?
Aumentaram os suicídios de brasileiros. A Depressão, grave doença a paralisar o trabalhador, ao menos agora foi “descoberta”. Estamos prontos para morrer?
Melhorar? Como tocar os “responsáveis”? E nós todos, não somos responsáveis?