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Suami Paula de Azevedo

Feliz Natal

21 dezembro 2019 - 02h59 Por Gabriely Machado
Feliz Natal
Vocês me permitam, sou meio antigo, mas aproveito para desejar um “Feliz Natal” a todos vocês que me leem, agora ou depois.
Quando era criança, ainda aproveitando a licença de vocês, lembro bem, tinha a Árvore de Natal, claro, tinha presentes, com certeza, mas tinha um encontro familiar magistral. Adorávamos estar juntos, reunidos pelos mais velhos, vivenciávamos muita alegria. E tinha o Presépio, sempre lindo, com as imagens do nascimento de Jesus Cristo. Sim, havia oração, mas a satisfação de comemorarmos a vinda de Nosso Senhor era adorável. Plenos, amplos, simples, singelos simbolismos.
E ouvíamos os relatos das bondades de Jesus, um ser exemplar. Era um sábio e envolvente modelo para todos nós. Percebíamos tudo isso, não apenas nas crianças, sentíamos que os santos exemplos de amor aos demais era vivenciado por todos, mesmo os adultos, sempre tão cheios de ocupações. E ouvir histórias envolve crianças, ouvir os relatos de atos de bondade parecia nos ampliar o peito, as emoções, os sentimentos que tínhamos no coração infantil.
Tenho amigos em muitas religiões. Não amo só os cristãos. Porém, coisa absolutamente segura para mim, é que sinto a necessidade de todos se repassarem o carinho do desejo de felicidades, de alegrias, de esperanças, de vontade de realizações humanas positivas. 
É tão bom sentir que aquele que nos está próximo deseje o mesmo que lhes projetamos, as satisfações de seus sonhos, a concretização dos próprios passos nos seus caminhos.
Como fingir ignorar que todos estamos expostos aos contraditórios modos de vida seguidos pelas gentes do nosso mundo? Tolice tentar esconder as diferenças. Assim, alguns, mesmo com muito poucos recursos, se submetem ao exibicionismo de uns poucos mais opulentos. Na minha infância não éramos tão expostos a tudo isso. Meus pais se consideravam “remediados”, seria algo como uma classe-média de então. Hoje, muitos ambicionam os máximos exageros que veem pela televisão. Poucos expressam a vontade de alargarmos o bem-estar a tantos mais.
E vemos como que se perder no ar, se perder no espaço, se distanciar do possível real, tudo aquilo que é trazido na mensagem de exemplos magistrais como o de Jesus Cristo, de alargarmos o bem-querer, de alargarmos as alegrias, de alargarmos a vontade repartir, de possibilitar o alcance de tantos mais ao Bem.
Não pretendo me colocar como exemplo perfeito aos demais. Apenas sigo indicativos que sinto propícios a todos nós, humanos. Nessa época do ano, há muitos anos, meu pai deixou a vida corpórea, permanecendo seus exemplos em nossas mentes. Ele escolheu para mim esse nome, “Suami”, uma tradução do título “Swami”, do sábio esotérico Vivekananda. Significa algo como “Mestre de si mesmo”. É mais fácil ser mestre dos outros, claro.
Ainda assim, seguindo, e se cada um de nós tentar fazer algo de Bem, algo de Bom aos demais? Podemos nos melhorar, ser mais felizes. Este é um belo momento.
Feliz Natal!