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Suami Paula de Azevedo

Cronicar

15 agosto 2020 - 02h59 Por Gabriely Machado
Cronicar
Ainda que não esteja criando um verbo novo, sei que chegar com o meu "cronicar" provoco alguma reflexão. Não me refiro, claro, ao estado crônico, contínuo, perigoso, pelo ar, que alguns ainda não conseguiram perceber e persistem apenas em sobrevoar. 
Estou sempre pensando em temas a desenvolver nas minhas crônicas e na maneira de ampliá-los. Raramente tenho tema já predisposto a tratar nos meus textos semanais aqui no jornal. Mas gosto de discorrer sobre assuntos do nosso cotidiano, como uma crônica sempre indica.
Alguns amigos me pediram que discorresse sobre as "lives". Não só as musicais, como também as palestras. Até acho que algumas tem sido interessantes. Mas sei que os gostos diferem. 
Uns tantos já reclamaram: estão cansados de internet. Mas também já respondi que sei, a comunicação digital vai persistir por um longo período daqui em diante. Com muito mais amplos domínios. Isso escorrerá pelo trabalho e pela vida das pessoas, com bem mais força. Se puderem, meus caros leitores, repito, façam uns desses cursos de internet que os instrumentalize no mecanismo. Eu mesmo - e como! - já me dei conta dessas necessidades. 
A verdade é que vamos nos espreguiçando nas continuidades. Hábitos novos estão nos chamando e nós, preguiçosamente, vamos atendendo e atendendo e atendendo. E, de repente, nos damos conta de algum exagero. Parece uma surpresa! Amigos do grupo de risco, esta semana, me diziam que o isolamento os manteve, "exageradamente" isolados (sic?), ou seja afastados do mundo. Acham-se viciados em televisão. Um não queria mais ouvir falar em pandemia. Outro queria saber mais, ainda mais. Nenhum desses andava fazendo uns alongamentos, tão necessários. Mas adoram assistir uns jogos pela TV. Com cerveja! As mulheres querem ver novelas e entram em choque com os homens. Nem todo mundo tem tantos aparelhos para usarem diferentemente. 
E, uns poucos, cansados, decidiram sair mais "umas tantas vezes". "Com todos os cuidados"... Seria mesmo? Vejo o pessoal nas ruas, cheias. Mas não vejo tantos cuidados assim. Muita gente sem máscaras, ainda uma proteção necessária. Em nosso estado de São Paulo o isolamento não ultrapassa os 40%. A maioria está mesmo na rua. Tudo está "normal", no "novo normal"? Estão aplicando mais testes do Covid 19. Mais casos aparecem? Sim! Com certeza! Mas o numero de mortes está muito alto. Será que as pessoas se dão conta? Não parece. Assim, o mal vai persistir por bem mais tempo, como negar? Vimos isso na Europa. Parece que não entendemos. Todos nós já temos amigos contaminados. Alguns se foram. Isso nos impacta. Perdas. Triste! 
E agora nos ataca a explosão no Líbano. Trágico! Povo muito importante por sua contribuição ao Brasil. Muito especial na formação de nossa Suzano, há mais de século. Amigos. Temos a força da nossa Paróquia Maronita. Tenhamos confiança de que vão conseguir superar.
Daqui a pouco teremos de voltar nossa atenção às eleições. Quais são as perspectivas? O que precisamos? O que queremos? Como faremos?
Força e Esperança!