Verdadeiramente, é difícil sermos gratos nos dias de sofrimento e dor! Mas, se tivermos essa predisposição, muita dor pode ser aliviada. Nesses tempos de pandemia, em que muitos têm partido, vitimados pela COVID, a cada dia somos confrontados com a dor da perda e da separação. E isso não é fácil de enfrentar, porque as pessoas não são descartáveis. O luto é um processo que precisa ser vivenciado em todas as suas etapas. Pensando nisso, algumas igrejas têm feito, mesmo online, cultos de gratidão a Deus pela vida dos que partiram, com a participação dos familiares, o que ajuda a minorar a dor sentida. Também há projetos destinados a apoiar os "enlutados", com psicólogos que formam uma rede de apoio online. Pessoalmente, considero essas iniciativas importantes e necessárias para o momento que estamos vivendo. Ouvimos constantemente que, depois que Moisés morreu, o povo ficou chorando por um mês, período tradicionalmente dedicado ao luto, retomando a vida depois disso. Mas isso não é regra para todo mundo. Cada pessoa enfrenta o luto de forma diferente. Se não sabemos como ajudar alguém que está enfrentando o luto, sejamos aqueles que oram por essa pessoa, que certamente será alcançada pela nossa prece.
E, se você está vivo, comece o dia agradecendo a Deus pela vida, pois há muitos nos leitos dos hospitais, sofrendo, limitados pelas doenças. Há muitos que gostariam de ter apenas uma chance de viver! Seja agradecido pelas "pequenas" coisas da vida! Veja a beleza de uma criança, de uma flor, de um gesto de amor. Seja agradecido por ter uma família, por poder se alimentar, por ter um trabalho, por poder tomar um banho quente nesses dias tão frios! Alegre-se com os que se alegram e chore com os que choram. Certamente, se você fizer um inventário de sua vida, constatará que, apesar das dores e aflições, ainda é um privilegiado! Deus não se agrada de lamúrias. Até com as nossas orações precisamos ter cuidado para que não se transformem em um relatório de reclamações para Deus. Em Números 14:1-23, o comportamento lamurioso dos hebreus esgotou a paciência de Deus. Imagine um povo inteiro, cerca de um milhão de pessoas, chorando em alta voz, reclamando de Moisés e Arão, os líderes? Não é fácil agradar as pessoas. Por mais que façamos, elas nunca parecem satisfeitas. Eles estavam no deserto, rumo à Terra Prometida. Não era uma situação confortável, é verdade! No entanto, não faltavam ao povo a provisão diária e o cuidado de Deus! Mas eles estavam acostumados com o relativo conforto da escravidão - eram explorados diariamente, sofriam humilhações e açoites; não obstante, tinham saudades das carnes aceboladas, dos pepinos e melões do Egito. Aquele povo tinha sido chamado para viver a liberdade, a excelência, o melhor de Deus. Mas não estava disposto a pagar o preço por isso. As palavras proferidas revelavam loucura: "Quem dera tivéssemos morrido no Egito! Ou neste deserto! Por que o Senhor está nos trazendo para essa terra? Só para nos deixar cair à espada? Não seria melhor voltar para o Egito? Escolheremos um chefe e voltaremos para o Egito!" (Números 14:1-4) E, como se não bastasse isso, ameaçavam apedrejar os líderes.
Tomemos muito cuidado com o que falamos e fazemos na hora do aperto! É nessas horas que revelamos quem de fato somos. Faltou ao povo reconhecimento pela provisão de Deus - os planos e a provisão de Deus deveriam ser recebidos com alegria e humildade. Mas, assim como acontece conosco algumas vezes, o povo se rebelou e se encheu de ressentimento, beirando a loucura. Infelizmente, daquela geração que saiu do Egito, nenhum deles entrou na Terra Prometida, exceto Josué e Calebe, que creram até o fim e não murmuraram contra Deus. Quando murmuramos estamos nos rebelando contra Deus e afastando as bênçãos que Ele tem para nós! Em vez disso, sejamos agradecidos!