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2016: estou indo ou ficando?

05 JAN 2016 - 07h00

Jorge LordelloNo início do século passado, em uma cidadezinha do sul da Itália, havia um homem de idade avançada que era cobrador do pedágio que funcionava em uma ponte estreita.

Para facilitar, o idoso residia em uma cabana bem próxima do local. No período noturno, principalmente no inverno, ele costumava baixar a cancela e ir dormir perto da porta de entrada de sua casa. Em uma ocasião, um viajante que queria atravessar a ponte não encontrou ninguém para liberá-la, assim, bateu à porta da casa ao lado: "Estou indo", respondeu o ancião.

Passados cerca de cinco minutos, o viajante bateu novamente e ouviu a mesma resposta: “Já estou indo”. Mas o cobrador do pedágio não aparecia.

Por fim, o viajante perdeu a paciência, abriu a porta da cabana e gritou:

"Tem quase meia hora que o senhor diz 'estou indo', mas me deixa esperando lá fora". O idoso levantou-se apressadamente e tentou se desculpar:

"Estou tão acostumado com as pessoas batendo à porta, que mesmo dormindo respondo estou indo".

2016 já foi inaugurado. Todo ano novo gera expectativa de mudanças. Nos comprometemos na passagem do réveillon com metas que vão desde emagrecer, e para isso, começar algum tipo de atividade física, como buscar novas alternativas de rendimento e trabalho, sem esquecer da esfera sentimental.

O problema é que nos anos anteriores os pedidos foram parecidos ou idênticos, e o que aconteceu?

Assim como na estorinha que narrei, muita gente pode responder:

“Estou indo”... mas na verdade “continua na cama”, ou seja, inerte, sem colocar ação no universo. A isso chamo de “zona de conforto”; mesmo desejando coisas novas na vida, o medo do novo ou do fracasso imobiliza e amarra a pessoa no mesmo local.

O “novo” nos faz seguir adiante.

A “mesmice” e a rotina de vida nos paralisa. O erro é querer dominar o desconhecido. Mais inteligente é ter a humildade de aprender coisas novas com o desconhecido.

Para finalizar a reflexão, deixo pensamento da escritora Clarice Lispector: "Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento".

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