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Jornal Diário de Suzano - 27/09/2020
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A correção que dá certo!

20 SET 2015 - 08h00

  SUELI  Os pais chegam do trabalho, depois de um dia estressante, irritadiços e cansados, com pouca disposição para enfrentar as demandas provenientes da educação dos filhos. Educar, definitivamente, dá trabalho! Quando estamos irritados, podemos errar no tom e na forma de usar as palavras. Existem muitas maneiras de se falar a verdade, de se corrigir os comportamentos inadequados, sem afetar negativamente a autoestima das crianças. Pais e professores que vivem gritando e xingando, pensando que desse modo estão exercendo alguma autoridade sobre suas crianças, ou adolescentes, estão apenas se enganando. Pergunto ao leitor: Por que um adulto precisa "berrar" com uma criança para se fazer entendido? Será este um procedimento formativo? Quando essa criança, que só ouviu gritos, crescer, certamente, terá aprendido duas coisas: a fazer o que deve ser feito mediante gritos e a gritar para ter o que deseja. Adultos que vivem gritando com crianças estão à beira de um ataque de nervos e precisam ser tratados. Certo dia, estávamos numa loja, quando entraram duas mulheres. Uma delas estava com a filha, uma garotinha de aproximadamente três anos. A menina falou alguma coisa; provavelmente, estaria pedindo algo para a mãe. De repente, essa mãe parou e disse para a filha: "Cala a boca, senão vou te dar um soco na cara". A menina não teve reação. Ficou olhando para a mãe sem compreender direito o que estava acontecendo.

Não é fácil educar. Mas não é gritando, ou xingando, que os problemas vão-se resolver. Se nós, adultos, não tivermos autocontrole, quem vai ter? A verdade é que temos que aprender a lutar com dignidade. Já que os conflitos existem em todos os relacionamentos humanos, precisamos aprender a lidar com eles, mantendo a linha do respeito. A primeira lição a se aprender é compreender a diferença entre o combate saudável e o doentio nos relacionamentos. De que adianta dizer para o filho: "Você não faz nada direito, você é um relaxado, vagabundo..." Essas observações ofensivas atingem profundamente a autoestima dos filhos. Vão criando um forte sentimento de inferioridade e não trazem qualquer mudança positiva de comportamento. O desentendimento saudável, ao contrário, mantém-se focalizado nos pontos que causam conflitos. Por exemplo: "Fico chateada, quando você não arruma o seu quarto. Por que não arruma o seu quarto?"; "Gostaria que você ajudasse mais nas tarefas de casa. Sinto que você poderia fazer mais do que tem feito". "Quero ser comunicada sobre suas saídas com antecedência, saber onde e com quem está". O primeiro estilo ataca a dignidade do(a) filho(a), ao passo que o segundo se concentra na fonte de desentendimento. Quando pais e filhos aprendem essa importante distinção, podem contornar suas discórdias sem ferir e insultar uns aos outros. As palavras dos pais têm poder sobre as vidas de seus filhos. Conheço muitos casos em que os pais só viviam xingando os filhos, dizendo palavras amaldiçoadoras para eles. Hoje, esses filhos são exatamente aquilo que ouviram a vida toda. Eles se apropriaram do discurso. E, por incrível que pareça, não conseguem se levantar.     Seu filho está dando trabalho? A sua missão é ajudá-lo a se corrigir. Quando fizer isso, focalize sempre o comportamento que deve ser corrigido. Seja firme, cumpra o que prometeu, tome as medidas que são necessárias, mas conserve sempre a linha do respeito e da dignidade. Toque o coração de seu filho com o melhor do seu coração! "Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear bem todo o corpo". (Tiago 3:2)

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