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Jornal Diário de Suzano - 18/09/2020
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A devoção a São Jorge

22 ABR 2016 - 08h00

carmineAmanhã, 23 de abril, o calendário dos Santos marca a festa de São Jorge. Há muitos amigos e suzanenses, entre japoneses, italianos, libaneses e brasileiros, que vieram a este mundo com o nome de Jorge. Cito alguns: Jorge Rana, Jorge Gyotoku, Jorge Tokuzumi, Jorge Antoun, Jorginho Romanos, Jorge Santos, Jorge Salavarani (falecido) e Jorge Romanos (falecido).

As Igrejas dedicadas a São Jorge transbordam de devotos que buscam a proteção do Santo para se defender contra maldades, assaltos e contra os inimigos. As pinturas, as imagens e as estatuas que o retratam cavalgando e com uma espada na mão se devem ao fato de Jorge ser filho de um militar. Nasceu no ano 280, na Capadocia, onde fica hoje a Turquia.

Segundo a tradição, aos 23 anos entrou para a carreira das armas, tornando-se Tribuno Romano e membro da Suprema Corte de Roma. Ao ver a crueldade com que os cristãos eram tratados pelo Império Romano e sobretudo pelo Imperador Diocleciano, começou a tomar a defesa deles. Por isso, hoje, quando a vida de alguém está ameaçada, o povo recorre a São Jorge para se sentir mais protegido. O dragão que encontramos lutando com São Jorge simboliza o mal e a idolatria do mundo pagão, destruídos pelas armas da Fé.

É venerado como mártir cristão tanto na Igreja Católica Romana e na Igreja Católica Maronita, como na Igreja cristã Ortodoxa. Os libaneses cultivam uma grande devoção ao Santo e muitos dos imigrantes que vieram de Darbaachtor (Líbano) foram batizados na Paróquia de São Jorge, onde a Missa é celebrada no rito Maronita. Por esta razão a tradição religiosa Maronita foi introduzida também em Suzano e no Alto Tietê. Ao comemorarmos na 2ª feira a memória de São Jorge e São Marcos, a Missa será celebrada na Matriz de São Sebastião às 19 horas no rito Maronita.

Os restos mortais de São Jorge encontram-se no suntuoso oratório erguido por ordem do Imperador Constantino na cidade de Lida (Palestina) onde nasce a mãe. Pelo século V, já havia cinco igrejas em Constantinopla dedicadas a São Jorge. Só no Egito, nos primeiros séculos após a morte do Santo, construíram-se quatro Igrejas e 40 conventos dedicados ao mártir. Na Armênia, no Império Bizantino, na Grécia, São Jorge era venerado entre os maiores santos da Igreja Católica.

No Brasil, São Jorge é padroeiro da Cavalaria e do Exército Brasileiro. Também é venerado em diversos cultos das religiões afro-brasileiras, onde é sincretizado na forma de Ogum. Com as novidades introduzidas pelo Concílio Vaticano II em 1965, voltadas mais para o Altar central e eliminando os altares laterais dedicados as Santos, diminuiu a devoção a São Jorge. O culto que era universal, passou a ser opcional e seria celebrado apenas nas igrejas a ele dedicadas. No entanto houve a reabilitação do Santo como figura de primeira instância, pelo Papa São João Paulo II em 2000, que conferiu nova relevância a São Jorge.

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