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Jornal Diário de Suzano - 23/10/2020
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SOUZA ARAUJO

A dor da Mãe pela perda de seu Filho

25 MAR 2016 - 08h00

carmineEla viu seu filho antes de morrer e viu o corpo dele, completamente ensanguentado. Marcada pela dor, o acompanhou no caminho do calvário. Amor de mãe, que a tristeza não deixa dormir. Amor de mãe, que experimenta a mais profunda dor, ao ver o sofrimento do filho ou da filha, sem poder fazer nada. A Sexta Feira Santa, nos coloca diante do drama de tantas mães, que vivem com as lágrimas soltas, diante da perda de um filho ou de uma filha. A experiência de perda, é como uma espada que traspassa o coração da mãe. Aquela, que tantas vezes, abraçou e amamentou o fruto do amor conjugal e sentiu o seu calor e o seu sangue, mesclar-se ao sangue do novo ser, criado e gerado em santo parto, agora, seguirá vivendo sem o seu filho ou a sua filha. Diante dos acontecimentos dramáticos, de uma desgraça nas estradas, de uma bala perdida, de assalto seguido de morte ou de doença grave, a mãe faz-se forte, para acolher em seus braços o corpo frio e sem vida de seu amado filho ou de sua amada filha. Às vezes, encontro-me com essas mães e ao olhar em seu rosto, colho todas as ânsias e angustias, guardadas em seu peito.

Há mais de dois mil anos, na tarde daquela Sexta Feira, que completava a Festa da Páscoa Judaica, celebrada sempre no dia 14 do mês de Nisan, correspondente ao nosso mês de março, uma pequena procissão fúnebre, descia o monte Calvário. Uma viúva, acompanhava o enterro de seu filho único, o seu nome era Maria.

Antes do sepultamento, um certo José de Arimateia e Nicodemos, tinham ajudado a retirar o corpo de Jesus da Cruz e Maria o recebeu em seus braços. Ante a cena horrenda, a mãe recolhe-se num profundo silêncio, olhando o filho com ternura bendita. Quem são aqueles, que mataram o seu Filho ou quem são os que ainda hoje, tornam dolorosa a vida de tantas mães? Elas, como Maria, não querem que Deus os castigue, mas a exemplo de Cristo, repetem: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” ( Lc. 23, 34).

De boca em boca, de casa em casa, de norte a sul, correu veloz a notícia: “ Crucificaram Jesus”. Ao povo, que estava nas ruas e nas praças e não no pátio do palácio de Pilatos, onde encontrava-se o grupo do Sinédrio que havia gritado ao povo : ”Solta-nos Barrabás e crucifica Jesus”, não restava nada além constatar, a injusta condenação e morte do Mestre, Jesus de Nazaré.

A Mãe reconheceu no rosto de Jesus, a vítima inocente, uma vida cortada prematuramente, comunicando o adeus à terra , para conhecer a beleza mais linda do Céu.

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