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Jornal Diário de Suzano - 20/09/2020
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A Luz da Poesia

30 ABR 2016 - 08h00

suami-cor_Esse verso encerra, na última capa, do meu livro de Poemas “Aprendiz de Encantamento – 101 Olhares Poéticos”, que está para receber sua segunda edição. A primeira esgotando. E a demanda persiste. Para os amigos interessados, ainda não sei se teremos festa de lançamento. Talvez um encontro de amigos e uns goles de vinho.

Pois é amigos, mas antes de tratar do tema de hoje, do “amanhecer da poesia”, posso acrescentar que os dois livros programados para este ano, tanto a “Seleção de Crônicas”, que já está aí pelos quarenta anos no Diário de Suzano, bem como a publicação da minha “Antologia Poética”, ou da minha “Obra Completa - Poesia”, ainda estão de molho. Com a crise que nos devasta, ainda não consegui recursos suficientes para essas publicações. Talvez tenhamos de esperar mais um pouco ainda. Calma, meus queridos amigos, que me cobram com o seu carinho.

Então, voltando, o livro “Aprendiz...” é um dos trabalhos que mais amo. Ele foi escrito inteiramente para ser o livro que é. Inteiro. Não é junção de trabalhos esparsos. E as fotos do grande Artista Carlos Magno Rodrigues são preciosas. Ele mesmo fez as escolhas que se adequavam aos poemas. Muito carinho meu ele sempre vai ter. Pois, justamente, referente as suas fotos, cada uma delas tem um poema que lhe caiba.

A Capa, que mostra a abertura do mar visto de Bertioga, litoral norte paulista, recebeu o título de hoje: “a luz da poesia amanhece”. E esse amanhecer é sempre abrir-se em esperança. Nós, brasileiros, temos de ter isso, especialmente agora.

Mas continuamos: “voo livre sobre os alvos brilhos do mar na abertura do dia”. E uma foto de uma canoa a espera do pescador. Depois a vista noturna da nossa Suzano: “doces campos cerrados dos mirambava”, com a referência a antiga vegetação e ao povo primitivo daqui. E um por do sol vermelho: “novos horizontes”, como reconhecem os caipiras, se vermelho agora, amanhã será de sol. E um nascer do sol: “o silêncio do olhar”. Outro além, uma casca de fruta nos oferece o poema: “a melodia do silencio”. O silêncio é sempre tão eloquente. E, a seguir, o barco voltando: “as velas trarão seus alegres acenos”. E encerro aqui com as mãozinhas de um bebê: “o poema que nos sonhamos”. Como não manter mais e mais a esperança?

Precisamos muito de Poesia. Sim. Agora. Sempre. Esperança, ela nos move. É assim que temos de buscar o amanhã.

Somos, sempre seremos, aprendizes, e por que não?, aprendizes do encantamento. Em frente, juntos.

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