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Jornal Diário de Suzano - 01/10/2020
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A Minha Vila

02 ABR 2016 - 08h00

suami-cor_Hoje, 2 de Abril, a minha doce Vila da Concórdia, ou Campos dos Mirambava, ou Guaió, ou Suzano, faz seus 67 anos de autonomia, tornou-se município. Mas, antes de começar a receber sua gente de fora, lá pelo século XVII, primeiro com a descoberta de um veio de ouro de aluvião, na antiga Suindara, depois Taiaçupeba, depois Baruel, ela já tinha o seu Povo Mirambava, que aos poucos foi se afastando. E chegando mais e mais gente, pela agricultura, pela indústria, pelo comércio, pelo serviço e, agora, com a perspectiva forte de logística adiante. Depois que me instalei, nunca mais me afastei. Por ela fiz tudo o que pude. É a minha base, da minha Família. Faço parte de sua gente, também sou um Mirambava, como tantos de vocês.

Já tive a minha temporada de distância da minha terra. Não quero mais viver tal violência. E quem aqui ficar, fique para tentar melhorá-la para o seu povo.

Talvez até por essa imagem de distância lembrei dos meus tempos de saudade do meu País. Cada vez que da minha Vila me afasto, logo quero voltar. Sei das dificuldades. Sei do tanto de trabalho que temos todos ainda a fazer. Mas não a quero nunca deixar.

Como disse no poema, “Amiga Terra Minha”, do meu livro “Escapando das Brumas da Manhã” (2000):

“muito além dos seus lábios/ arrepia/ ouvir sua voz colorida/ a soprar/ morno sabor/ o canto de brisa/ vento/ ou ventania//

quem dera/ sempre despertar/ surpresa rotineira/ envolvido por inteiro/ pela bruma perfumada/ a se elevar ternamente dos seus braços/ nunca mais ter de partir//

roçar carinhoso/ como beijo infantil/ as doces dunas dolentes/ do seu colo de matriz/ criar novas trilhas/ como o povo da floresta cria/ ver os seus prados maduros/ a doçura dos seus rios/ e o tempero deste mar/ sempre abertos/ encantados desenhando/ formas ricas/ luminosas harmonias/ mesmo nos meus olhos de poente//

se pudera/ poesia maviosa/ ter perene a liberdade/ dos cavalos indomados/ nos meus dedos/ gastos pelo dia//

voem as aves/ leves flutuantes/ que gorjeiam seu sorriso/ deixando o suave canto/ em busca do largo/ horizonte de sonho/ intangível azulado//

as mensagens pioneiras/ que nos movem/ e conjugam/ nos seus ramos mais recentes/ conservados nos maiores/ nos dominam os abraços/ espaços/ que nos fazem/ o que somos/ heróis de nós mesmos//

mais alto faça/ ouvir sua voz colorida/ canto de brisa/ vento/ ou ventania/ morno sabor/ a soprar/ muito além dos seus lábios/ arrepia/ mulher/ vinho/ mãe amada/ pátria minha”.

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