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Jornal Diário de Suzano - 22/09/2020
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A reorganização paulista e o novo modelo de escola

14 OUT 2015 - 08h00

herman_voorwald-fullSão Paulo figura entre as três melhores posições do Brasil quando o assunto é educação básica. Com suas cerca de 5 mil unidades, muitas vezes com situações de vulnerabilidade extremamente distintas e complexas, esta rede pode se orgulhar de algumas importantes bandeiras que adquiriu ao longo dos anos. Mas orgulho não é sinônimo de conformismo. Ao contrário. Novos desafios se impõem na medida em que avançamos.

Reduzir a educação a uma escala de proficiência é alijar do processo educacional toda uma geração em constante mudança e movimento. É ignorar o potencial transformador do conhecimento a partir da vida e não exclusivamente da escola. Nossa missão enquanto gestores públicos, portanto, é primeiramente admitir que, apesar da inclusão e de índices educacionais melhores, a busca pela equidade nos distanciou do anseio daquele que é figura central deste processo: o aluno. Permanecemos entregando uma velha escola a um novo estudante.

Não há ineditismo em tal constatação e nem privilégio paulista em tal cenário. Tampouco brasileiro. O mundo discute a necessidade, inexorável, de um novo modelo de escola. E o nosso cenário não poderia estar mais propício para mudanças. O Brasil vem sofrendo uma forte e constante redução na quantidade de matrículas na rede pública de ensino. Segundo dados do Seade, nas escolas estaduais de São Paulo há 2 milhões a menos de estudantes em comparação a 1998. Além da diminuição da taxa de natalidade, a municipalização e a migração de alunos para a rede privada são os responsáveis pela inversão da pirâmide demográfica.

A queda de matrículas aliada a uma expansão urbana desordenada em diferentes regiões nos submete a uma rede de escolas concebidas para atender uma população que se transformou e anseia por mudanças. As conquistas obtidas nos últimos anos pavimentaram a estrada que agora nos possibilitará inovar mais uma vez. O governo Geraldo Alckmin dá início a partir deste mês a um movimento histórico em suas unidades de ensino com foco na construção de um novo modelo de escola e na melhoria do aprendizado. Qualquer que seja a ação à luz da construção de uma escola mais próxima do jovem, ela passa necessariamente por uma reorganização da rede, concentrando na mesma unidade alunos da mesma faixa etária e concebendo um ambiente mais propício para a aprendizagem. Escolas que atendam alunos do mesmo segmento de ensino ou de segmentos próximos entre si terão condições não apenas estruturais, mas sobretudo pedagógicas, para articular o espaço e o tempo a serviço do currículo. O esforço para a mudança é de todos, professores, diretores, funcionários e, claro, pais e alunos. Não é tarefa simples. Mas os meses de planejamento e estudos nos dão segurança de que estamos no caminho certo.

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