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Jornal Diário de Suzano - 27/09/2020
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À vida

31 OUT 2015 - 07h00

suami-cor_Agradeço a cada manhã em que desperto e posso me perceber. Sei, é claro, que poderia nem estar mais por aqui, ser apenas, talvez, uma lembrança para alguns, não muito mais que isso. Valorizo o que tenho e o que recebo. Sei que tenho muito a fazer e quero muito fazê-lo bem. Talvez possa parecer pretensioso. Não é o que tento. Ao contrário. Sei que quanto mais simples, mais longe podemos chegar.

É, verdade, fui guardando tanto pelo caminho que percorri até aqui, que pode parecer longo para alguns. E que pode mesmo dar a alguns a sensação de muita coisa. Nunca pensei em reter muita coisa. No entanto, aprendi muito ao longo de todo esse tempo que fui vivendo a minha vida. E guardo tanto disso tudo em mim mesmo.

Muitos acontecimentos me deixaram lembranças, sinais, marcas, cicatrizes, até. É assim a vida. Muita gente com quem vivi deixou-me sinais, e tantos deles são mesmo de alegria. Sei que a felicidade é um momento, não mais que um instante. Mas sei o quanto isso é bom.

Houve tempo, sim, em que pensei muito em deixar exemplos bons. Hoje sei que esse pensamento não é fundamental. O importante é fazer coisas boas. Lindo quando algumas dessas ações indicam caminhos positivos para outras pessoas. E é só o que podemos. Não se pode garantir mais do que isso.

Lembro de coisas que me foram ficando. Coisas proporcionadas por outros. Coisas proporcionadas por convivência, por experiência, por referência. Coisas dessas que vivemos ou que lemos, coisas que ouvimos ou que aprendemos de tantos jeitos, quando nos permitimos ficar disponíveis.

Tenho vontade de fazer muitas coisas ainda, sei disso. Portanto não posso parar. Creio que não conseguiria parar. Seria difícil. E tantas dessas coisas a fazer sei que posso fazê-las, ou posso indicar como realizá-las. E talvez, feitas, possam chegar a serem interessantes para muitos outros. E coisas dessas poderão ser Ciência ou ser Arte. E ambas eu amo como prática. Ambas podem nos indicar caminhos.

Não creio que seja tão diverso de outras pessoas por aí pelo mundo em que vivemos. Lembrei de uma frase em entrevista de Neruda: “Sou e serei sempre, antes de mais nada, o poeta do amor. Não sou poeta político, mesmo que me tenha tornado um homem político”. Aí está uma direção. E tantas são as direções a poderem ser tomadas. Ninguém pode nos garantir chegar. Mas temos de seguir. Assim se faz o caminho. Assim é a Vida.

Graças a Vida.

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